ballare sotto la pioggia accettare la sofferenza e possibile

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 3 min
Autore: Editrice Shalom

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Dançar à chuva. É possível aceitar o sofrimento!

Dançar à chuva

O sofrimento tem muitas formas: pode ser interior e tirar-nos gradualmente a alegria de viver; pode ser algo que surge subitamente na nossa vida e a transtorna: um acidente, a perda de uma pessoa querida, um filho que segue um caminho que nunca teríamos imaginado; um casamento que se desfaz… Nestes e em muitos outros casos, entramos em contacto com a dor… A vida parece parar, ficamos de respiração suspensa.
E, no entanto… a vida não para! É possível haver luz na escuridão na medida em que aceitamos o que nos acontece e fazemos com que, de algum modo, floresça.

Porquê eu?

Quando o sofrimento irrompe na nossa vida, é humano pensar - e quase gritar aos céus: «Porquê eu?».
Cada um de nós foi criado para a alegria plena e para a vida, por isso, está no nosso ADN a rejeição de qualquer sofrimento: naquele momento, pensar na dor, sob qualquer das suas formas, assusta-nos; ao olharmos através dela, vemos apenas escuridão e é difícil pensar que também haja luz dentro dessa escuridão, mas se tentarmos preparar o coração para esta direção, poderemos ficar maravilhados…

Vamos pensar… Porque não eu?

Um primeiro passo poderia ser o de tentar mudar de perspetiva, algo muito difícil: não perguntar «Porquê eu?», mas perguntar: «Porque não eu?».
Infelizmente, a dor toca cada vida e, por isso, quando nos toca, uma primeira forma de a aceitar é compreender que pode acontecer, que, tal como acontece aos outros, também me pode acontecer a mim.

O sofrimento faz parte da vida e é vida

«A vida não é esperar que a tempestade passe, mas aprender a dançar à chuva». Esta famosa frase de Gandhi pode ser um ponto de partida para refletirmos e pensarmos de forma diferente sobre a realidade do sofrimento que nos pode atingir pessoalmente ou atingir os nossos entes queridos: a vida é feita de alegria e de dor, de luz e de sombra, é tempestade e é calmaria… Se, quando estamos a sofrer, esperarmos apenas que isso passe, é como esperar que a própria vida passe, quando podemos viver dentro dessa dor…

Santa Margarida

E se adotarmos esta perspetiva, poderemos também descobrir que há luz na escuridão.

Mesmo quando nos deparamos com situações irreversíveis, a nossa atitude perante elas pode fazer a diferença. Aceitar o sofrimento como parte integrante do nosso caminho humano abre-nos uma via de crescimento e de consciência, ensinando-nos que, mesmo perante o inevitável, podemos encontrar a força para continuar a nossa viagem: neste percurso doloroso poderemos cruzar-nos com pessoas amigas que não julgávamos sê-lo; poderemos descobrir que temos dentro de nós uma força que nunca tínhamos sentido; poderemos encetar um diálogo intenso com o céu e aprender a levantar os olhos…


Uma mestra no sofrimento foi e continua a ser Santa Margarida, deficiente desde o nascimento, mas que soube transformar o seu sofrimento num canto de gratidão e de vida! Procuremos aprender com ela, mas sobretudo sintamo-la próxima, porque saberá certamente compreender cada momento nosso, incluindo os de revolta e de não aceitação.

A União Italiana de Cegos de Perugia criou também um audiolivro que pode ser solicitado gratuitamente por todas as pessoas cegas e com deficiência visual, enviando um e-mail para uicpg@uiciechi.it


Dançar à chuva. É possível aceitar o sofrimento!

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