curare con il cuore guida pratica per coloro che assumono il ruolo di caregiver

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 3 min
Autore: Editrice Shalom

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Cuidar com o coração: guia prático para quem assume o papel de cuidador

Cuidador

A doença é certamente uma realidade difícil de viver e enfrentar para quem está doente, mas também para os familiares que têm de lhe prestar assistência.
É como um tsunami que altera profundamente ritmos e hábitos, varrendo o quotidiano: aquilo que antes era dado como garantido já não o é, e é preciso lidar com o medo, o cansaço, a dor…
Com este artigo, gostaríamos, por isso, de oferecer um pequeno guia que seja de ajuda e apoio para quem, todos os dias, tem a tarefa de cuidador, isto é, de quem apoia e cuida de um familiar doente.

Tenha consciência de que não está sozinho: procure apoio!

Não cometa o erro de pensar que está sozinho: perante os maiores desafios que a vida nos coloca, é importante saber que os outros podem ser companheiros no nosso caminho. Se lhe é pedido que seja forte em casa para transmitir confiança à pessoa doente, deve saber, contudo, que pode encontrar apoio noutras pessoas para recuperar energias: abra-se com os seus familiares, com os seus amigos ou procure um grupo de apoio com o qual possa partilhar as suas experiências. Peça e aceite ajuda: reconhecer os próprios limites e deixar-se ajudar é sinal de sabedoria, não de fraqueza!

Reserve algum tempo para si próprio

Cuidar de uma pessoa doente também significa sacrificar-se e abdicar do seu espaço, mas continua a ser essencial para si, enquanto cuidador, e também em benefício da pessoa doente, que encontre uma forma de reservar algum tempo para si próprio: isso permitir-lhe-á “recarregar baterias” e voltar para junto do seu familiar doente com mais energia positiva para lhe transmitir!

Estabeleça uma rotina

Quando a doença entra numa casa, a rotina é temporariamente interrompida, mas depois, quando se começa a “viver em conjunto” com a doença, é importante organizar uma rotina diária que seja previsível e útil para si, enquanto cuidador, e para a pessoa doente. Trata-se de criar pequenos “rituais” que marcam os momentos e dão segurança e estabilidade a ambos.

Comunique abertamente com a pessoa doente

A palavra tem o poder de salvar, porque significa contacto humano e vida: mantenha, por isso, uma comunicação aberta e viva com a pessoa assistida. Mesmo que a doença possa limitar a resposta, o simples ato de falar pode ser reconfortante e manter forte o vínculo.

Dedique diariamente algum tempo à oração pessoal

A oração pode ser um oásis de conforto e força: recorra à oração do Rosário ou à Missa diária e reserve um momento do dia para descansar o coração “a sós” com o Senhor.

Documente os momentos positivos

Mantenha um diário ou crie um álbum fotográfico que documente os momentos positivos, os risos e as pequenas vitórias ao longo do percurso. Estas recordações podem tornar-se uma fonte de inspiração e alegria nos momentos difíceis.

Seja gentil consigo próprio

Cuidar de um doente é um compromisso significativo, precioso e difícil… Não se recrimine por um momento de cansaço ou por uma resposta brusca, compreenda-se também a si próprio e seja gentil, reconhecendo o bem que consegue fazer dia após dia.

Planeie o futuro

Na medida do possível, planeie o futuro: por exemplo, desenvolva um plano de assistência a longo prazo ou tome decisões sobre os cuidados. Um planeamento cuidadoso das várias etapas necessárias pode ajudar a reduzir a incerteza e o stress.
O cuidador é uma figura-chave para o doente, mas, para cuidar com o coração de quem assiste, deve pensar também no bem-estar do seu próprio coração, tão perturbado pela doença de quem ama.

Para o bem de quem ama, não se esqueça de cuidar de si próprio!

Neste caminho de cuidado e assistência, pode aproximar-se de um Santo que fez da assistência a sua missão de vida: São João de Deus, fundador da Ordem Hospitaleira conhecida como “Fatebenefratelli”.
Ele percorria as ruas e as praças, gritando: «Fazei o bem, irmãos, a vós próprios», pelo facto de fazer o bem aos outros.
Façamos então o bem a nós próprios, permanecendo ao lado das pessoas que amamos e acompanhando-as numa fase certamente difícil, mas ainda assim preciosa, como cada momento da vida.

Se quiser partilhar connosco a sua experiência enquanto cuidador, teremos todo o gosto em ouvi-lo, convidando-o, se considerar útil, a procurar assistência profissional ou apoio… Não se isole, não está sozinho!


Cuidar com o coração: guia prático para quem assume o papel de cuidador

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