i poveri al centro del vangelo

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 4 min
Autore: Editrice Shalom

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Dia Mundial dos Pobres 2020

Dia dos pobres

Os pobres no centro do Evangelho

No domingo, 15 de novembro, celebrou-se o IV Dia Mundial dos Pobres, fortemente desejado pelo Papa Francisco. Todos os anos, com esta iniciativa, voltamos a deter-nos «sobre esta realidade fundamental para a vida da Igreja, porque os pobres estão e estarão sempre connosco (cf. Jo 12,8), para nos ajudarem a acolher a companhia de Cristo na existência quotidiana» (Papa Francisco, Mensagem para o IV Dia Mundial dos Pobres). O convite que decorre deste domingo é estender a mão aos pobres e assumir a responsabilidade pelos mais frágeis

Na homilia que o Papa Francisco proferiu na Basílica Vaticana, sublinhou a importância dos talentos que o Senhor concedeu a cada um; recordou que o Senhor confia em cada um de nós e faz de nós instrumentos para levar o seu Evangelho aos outros.
Para sermos capazes de ver tudo isto, porém, devemos ter cuidado para não cair naquela que o Santo Padre definiu como a “tentação do se calhar”: «Muitas vezes, olhando para a nossa vida, vemos apenas aquilo que nos falta e queixamo-nos do que nos falta. Então cedemos à tentação do “se calhar!…”: se calhar tivesse aquele emprego, se calhar tivesse aquela casa, se calhar tivesse dinheiro e sucesso, se calhar não tivesse aquele problema, se calhar tivesse pessoas melhores à minha volta!… Mas a ilusão do “se calhar” impede-nos de ver o bem e faz-nos esquecer os talentos que temos. Sim, não tens isso, mas tens isto, e o “se calhar” faz com que nos esqueçamos disto. Mas Deus confiou-no-los porque conhece cada um de nós e sabe do que somos capazes; confia em nós, apesar das nossas fragilidades. Confia também naquele servo que esconderá o talento: Deus espera que, apesar dos seus medos, também ele utilize bem aquilo que recebeu».

O Papa Francisco reafirmou com força: «Não se esqueçam: os pobres estão no centro do Evangelho; o Evangelho não se compreende sem os pobres. Os pobres fazem parte da própria personalidade de Jesus, que, sendo rico, se despojou a si mesmo, fez-se pobre, fez-se pecado, a pobreza mais terrível. Os pobres garantem-nos um rendimento eterno e já agora permitem-nos enriquecer no amor. Porque a maior pobreza a combater é a nossa pobreza de amor. A maior pobreza a combater é a nossa pobreza de amor».
Assim, partindo da consciência da confiança que o Senhor deposita em nós, o Papa Francisco exorta todos a não se deixarem contagiar pela indiferença: «Hoje, nestes tempos de incerteza, nestes tempos de fragilidade, não desperdicemos a vida pensando apenas em nós próprios, com essa atitude de indiferença. Não nos iludamos dizendo: “Há paz e segurança!” (1Ts 5,3). São Paulo convida-nos a encarar a realidade, a não nos deixarmos contagiar pela indiferença».

Esta advertência parece ressoar ainda mais fortemente nesta metade de novembro, que nos prepara para um Natal provavelmente diferente daqueles que vivemos até agora, devido à emergência sanitária em que o mundo inteiro está mergulhado, mas que não deve, contudo, fazer-nos esquecer o verdadeiro sentido do Natal cristão e a pergunta que lhe está subjacente: «Aproxima-se o tempo do Natal, o tempo das festas. Quantas vezes a pergunta que muita gente faz é: “O que posso comprar? O que posso ter a mais? Tenho de ir às lojas comprar”. Digamos a outra palavra: “O que posso dar aos outros?”. Para sermos como Jesus, que se entregou a si mesmo e nasceu precisamente naquele presépio».
Sentimo-nos, então, chamados pelo Senhor a pôr os nossos talentos a render; sentimo-nos chamados a manter um olhar atento aos outros e às muitas pobrezas (não apenas materiais, mas também espirituais) que podemos encontrar todos os dias no nosso caminho.
Não nos deixemos contagiar pela indiferença!

A melhor conclusão para esta reflexão parece-nos ser a Oração simples de São Francisco, com a qual nos despedimos, desejando-vos um bom caminho!

Senhor, faz de mim um instrumento da tua Paz:
onde houver ódio, faz que eu leve o Amor,
onde houver ofensa, faz que eu leve o Perdão,
onde houver discórdia, faz que eu leve a União.
Senhor, onde houver dúvida, faz que eu leve a Fé,
onde houver erro, faz que eu leve a Verdade,
e onde houver desespero, a Esperança,
onde houver tristeza, faz que eu leve Alegria,
onde houver trevas, faz que eu leve Luz.
Mestre, faz que eu não procure tanto ser consolado
como consolar,
ser compreendido como compreender,
ser amado como amar.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se ressuscita para a vida eterna.
Senhor, faz de mim um instrumento da tua Paz:
onde houver ódio, faz que eu leve o Amor,
e onde houver desespero, a Esperança,
onde houver tristeza, faz que eu leve Alegria,
onde houver trevas, faz que eu leve Luz.
Que eu leve a Fé, que eu leve a Esperança,
que eu leve a Alegria, que eu leve a Luz.
Senhor, faz de mim um instrumento da tua Paz:
onde houver ódio, faz que eu leve o Amor,
onde houver ofensa, faz que eu leve o Perdão,
onde houver discórdia, faz que eu leve a União.
Senhor, faz de mim um instrumento da tua Paz.

Dia Mundial dos Pobres 2020

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