O beato Carlo Acutis tinha idealizado e realizado uma belíssima exposição itinerante sobre os Milagres Eucarísticos. Esta exposição continua a percorrer a Itália e o mundo; todos os milagres eucarísticos apresentados na exposição foram reunidos no livro Os milagres eucarísticos no mundo, do qual este texto foi retirado.

A 25 de dezembro de 2013, na igreja de São Jacinto, em Legnica, durante a santa Missa, no momento da Comunhão, uma hóstia caiu inadvertidamente ao chão e foi imediatamente colocada num recipiente com água, que foi fechado e guardado no sacrário, conforme prescreve o Código de Direito Canónico. Dias depois, apareceu na sua superfície uma mancha vermelha, que o então bispo de Legnica, Stefan Cichy, decidiu mandar analisar imediatamente. Os resultados foram surpreendentes e confirmaram que se tratava de tecido semelhante a «músculo cardíaco humano com alterações que surgem frequentemente durante uma agonia».
A 25 de dezembro de 2013, na igreja de São Jacinto, em Legnica, durante a celebração eucarística, no momento da Comunhão, uma hóstia consagrada caiu inadvertidamente ao chão e, depois de ser recolhida, foi colocada num recipiente cheio de água.
O pároco da igreja, o padre Andrzej Ziombra, conta que, a 4 de janeiro de 2014, foi verificar, juntamente com outros sacerdotes, se a hóstia já se tinha dissolvido na água: «Notámos imediatamente que a hóstia não se tinha dissolvido e que tinha aparecido uma mancha vermelha em cerca de 1/5 da sua superfície. Decidimos então informar o Bispo do sucedido, que constituiu uma comissão teológica e científica específica para analisar o acontecimento. Entretanto, notámos que, com o passar dos dias, a mancha na hóstia tinha mudado de cor e, de um vermelho intenso, tinha passado a vermelho-acastanhado […]. A amostra da hóstia foi recolhida diretamente pelos cientistas a 26 de janeiro de 2014. Para nós, sacerdotes, o milagre era evidente.


No entanto, a comissão tinha primeiro de verificar se se tratava de algum fungo, bolor ou agente externo […]. O Instituto de Medicina Legal de Wrocław excluiu logo, na primeira análise, a presença de bactérias ou fungos que ficam vermelhos. A segunda análise histopatológica revelou que alguns fragmentos pareciam fazer parte do tecido miocárdico. Decidimos então pedir uma opinião adicional e levámos as mesmas amostras ao Instituto de Medicina Legal de Szczecin, sem especificar, contudo, de onde provinham as amostras. Utilizaram um método de investigação diferente. O Departamento de Histopatologia da Universidade Médica da Pomerânia, em Szczecin, no final das análises, divulgou um comunicado no qual anunciava que “na imagem histopatológica se descobriu que os fragmentos de tecido contêm partes fragmentadas de músculo estriado transversal”. E isso “assemelha-se muito ao músculo cardíaco humano, com alterações que surgem frequentemente durante uma agonia”. Não analisámos o sangue encontrado na hóstia, mas sabemos apenas que foi encontrado ADN humano».

Os resultados das análises foram apresentados no Vaticano, junto da Congregação para a Doutrina da Fé, que reconheceu a natureza sobrenatural do acontecimento. É impressionante o facto de os resultados dos exames serem semelhantes aos do milagre eucarístico de Lanciano, de Sokółka (Polónia), de Tixtla (México) e de Buenos Aires (Argentina). A 17 de abril de 2016, monsenhor Zbigniew Kiernikowski, novo bispo de Legnica, anunciou durante a Missa que, seguindo as indicações da Santa Sé, ordenou ao vigário paroquial padre Andrzej Ziombra «que preparasse um local adequado para a exposição da preciosa relíquia, de modo que os fiéis pudessem manifestar a sua adoração de forma apropriada».
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