il miracolo eucaristico di mogoro italia 1604

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Autore: Editrice Shalom

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O Milagre Eucarístico de Mogoro (Itália, 1604)

Milagre eucarístico de Mogoro

O beato Carlo Acutis tinha idealizado e realizado uma belíssima exposição itinerante sobre os Milagres Eucarísticos. Esta exposição continua a percorrer a Itália e o mundo; todos os milagres eucarísticos presentes na exposição foram reunidos no livro Os milagres eucarísticos no mundo, do qual este texto foi extraído.


Em abril de 1604, ocorreu em Mogoro (OR) um milagre eucarístico, descrito pelo historiador Pietro M. Cossu.
Durante a Santa Missa, dois homens em pecado mortal deixaram cair ao chão duas hóstias, que deixaram as suas marcas impressas no pavimento.
Por causa deste acontecimento prodigioso e como reparação por aquele ato sacrílego, todos os anos, no domingo seguinte ao da Páscoa, realiza-se em Mogoro uma solene procissão eucarística.


Em Mogoro, na Sardenha, na segunda-feira de Páscoa de 1604, o padre Salvatore Spiga, pároco da igreja de São Bernardino, celebrava a Missa e, depois da consagração, começou a distribuir a Comunhão aos fiéis. A certa altura, viu aproximarem-se também da Comunhão dois homens, conhecidos por todos pela vida dissoluta que levavam. O pároco deu-lhes a Comunhão e, assim que receberam as partículas na boca, cuspiram-nas para o chão, sobre a pedra da balaustrada. Os dois homens justificaram o sucedido dizendo que as hóstias tinham ficado quentes como carvões em brasa e lhes tinham queimado a língua. Depois, arrependidos por não se terem confessado antes, fugiram. O padre Salvatore mandou recolher as sagradas hóstias caídas e viu que na pedra tinham ficado, como que esculpidas, as marcas das duas partículas. Ordenou então que a pedra fosse cuidadosamente lavada, esperando que as marcas pudessem ser apagadas. Mas todas as tentativas falharam redondamente. Numerosos historiadores, entre os quais o sacerdote Pietro Cossu e o padre Casu, descrevem as averiguações realizadas pelo bispo da época, monsenhor Antonio Surredo, e pelos seus sucessores.

Custódia da pedra do milagre, paróquia de São Bernardino.

Entre os documentos mais importantes que confirmam o milagre encontra-se o ato público lavrado pelo notário Pedro Antonio Escano, em 25 de maio de 1686, através do qual o reitor de Mogoro celebrou um contrato para a construção de um pequeno templo de madeira dourada no topo do altar-mor; este pequeno templo deveria conter, na base, uma cavidade para acolher a «pedra do milagre», que deveria ser conservada dentro de uma caixa decorosa e colocada de modo a poder ser vista pelos fiéis. A pedra ainda apresenta hoje as marcas redondas das duas hóstias.


EXTRAÍDO DE


O Milagre Eucarístico de Mogoro (Itália, 1604)

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