il senso nascosto del dolore un viaggio tra fede e misericordia

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 4 min
Autore: Editrice Shalom

Cosa troverai in questo articolo?

O sentido oculto da dor. Uma viagem entre a fé e a misericórdia

Jubileu dos doentes

Nos dias 5 e 6 de abril, celebramos, juntamente com toda a Igreja, o Jubileu dos doentes. Que melhor ocasião para uma reflexão profunda que abraça uma realidade que todo o ser humano conhece: a dor e a doença. Nelas está encerrada uma pergunta universal que vive no espírito humano desde sempre. Quantas vezes, de facto, perante o nosso sofrimento ou o dos outros, nos perguntámos: «Porquê?» Bruno Forte, numa sua intensa meditação, acompanha-nos num percurso esclarecedor para procurarmos compreender o significado da doença e da dor à luz da fé em Jesus Cristo. Como bispo, Forte encontrou inúmeras pessoas provadas pelo sofrimento, tocou com as próprias mãos as suas feridas e ouviu as suas perguntas. Perguntas que muitas vezes se reduzem a uma única e lancinante interrogação: «Porquê a dor? Porquê precisamente a mim? Se Deus é justo, porquê o mal?».

A cruz. Resposta de amor ao grito da dor

Perante este mistério, a fé cristã não oferece respostas fáceis, mas indica um caminho: o de Jesus Cristo. D. Forte sublinha que, para quem acredita em Cristo, o significado da dor e a libertação do mal nos foram oferecidos por Ele na cruz. Neste sentido, não estamos sós no sofrimento; o Filho de Deus aproximou-se de nós, tornando-se «o grande companheiro do nosso sofrimento».
Jesus fez sua a nossa dor para nos ajudar a suportar o seu peso, convidando-nos: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei» (Mt 11,28). O grito de Jesus moribundo na cruz, «Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?», torna-se assim a voz de toda a dor humana, mas a sua oferta de amor abre um horizonte de vida mais forte do que a morte.

Doença e solidão

A Trindade no coração da dor. Um amor que escolhe sofrer

A perspetiva cristã vai além da simples compaixão. D. Bruno Forte convida-nos a considerar a profundidade do amor divino, revelado no mistério da Trindade. É o Pai que entrega o Filho por amor de nós, manifestando um amor infinito pelos homens. Ao sofrimento do Filho corresponde um sofrimento do Pai, igualmente escolhido e vivido por amor: Deus sofre na cruz como Pai que oferece o seu Unigénito, como Filho que se entrega à morte por nós, como Espírito que é o amor em pessoa que os une.
A cruz não é, portanto, um estandarte da morte, mas a boa nova da morte em Deus, para que o homem viva da vida do Deus imortal. Este sofrimento divino é uma dor de amor, livremente aceite por amor.

Da cruz à Páscoa. O amor vence a morte

O aparente triunfo da dor transforma-se na jubilosa notícia da Páscoa. O amor que une o Abandonador ao Abandonado é mais forte do que a morte. A ressurreição ilumina a cruz, transformando a morte em vida nova em Deus. Ao abandono da cruz segue-se a comunhão da ressurreição. A cruz torna-se assim o lugar onde Deus fala no silêncio da finitude humana, uma finitude assumida por amor. Como escreve Jacques Maritain: «Se os homens soubessem… que Deus “sofre” connosco e muito mais do que nós todo o mal que assola a terra, muitas coisas mudariam sem dúvida, e muitas almas seriam libertadas».

Cruz ressuscitada

O sacramento da Unção. A proximidade divina na doença

É precisamente neste contexto de amor divino que se inclina sobre o sofrimento humano que se insere o sacramento da Unção dos enfermos. D. Forte sublinha como o Deus vivo se aproximou da fraqueza e da fragilidade da criatura, especialmente quando provada pela doença. A Unção sacramental torna-nos participantes da vitória de Cristo sobre o pecado e as suas consequências. A unção, conferida pelo sacerdote através da imposição das mãos e da oração, é o sinal sacramental do dom divino que socorre o enfermo, sustentando-o a ele e a quem está próximo. É um encontro da Santíssima Trindade com a doença e o sofrimento humanos, manifestando a possibilidade de uma dor salvífica. D. Forte exorta-nos a dar a conhecer a todos a graça deste sacramento, um grande dom do Senhor que nos socorre na nossa fraqueza quando mais precisamos. Não um remédio extremo a adiar, mas um sinal de esperança e de proximidade divina a acolher com fé.

Em última análise, o percurso proposto por D. Bruno Forte – que podes ler na íntegra em “Cartas ao povo de Deus” – convida-nos a olhar para a dor não como um destino absurdo, mas como um mistério que se revela à luz do amor de Deus, um amor que não nos abandona, mas se torna companheiro no nosso sofrimento, oferecendo-nos, no sacramento da Unção, um sinal tangível da Sua presença consoladora e sanadora.

Não enfrentes a dor sozinho! Descobre como a fé pode trazer conforto e esperança no momento da necessidade. Fala com o teu sacerdote e aprofunda o significado deste dom de amor e, se quiseres, partilha nos comentários a tua experiência e a das pessoas que amas.

O sentido oculto da dor. Uma viagem entre a fé e a misericórdia

Cosa troverai in questo articolo?