Camminiamo insieme
Juntos felizes, juntos santos. Maria e José, santos esposos
Tempo di lettura: 4 min
Autore: Editrice Shalom
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A Igreja celebra hoje os Esponsais de Maria e José: é bonito celebrar Maria e José esposos; é bonito redescobri-los como esposos e, com eles, redescobrir a força e a beleza do sacramento do Matrimónio!
Maria e José, santos esposos, indicam-nos hoje o caminho para nos tornarmos santos juntos precisamente no matrimónio e através dele: descubramos este caminho de felicidade!
O matrimónio: uma saída da própria terra rumo à terra prometida por Deus
Os esponsais de Maria e José recordam-nos que o Matrimónio é vivido plenamente e compreendido na dimensão da dádiva de si mesmo ao outro/a. Ouvimos então ressoar as palavras do papa Francisco: «Tal como Abraão, cada um dos esposos sai da sua própria terra desde o momento em que, sentindo o chamamento ao amor conjugal, decide entregar-se ao outro sem reservas. Assim, já o namoro implica sair da própria terra, pois exige percorrer juntos o caminho que conduz ao matrimónio. As diferentes situações da vida - a passagem dos dias, a chegada dos filhos, o trabalho, as doenças - são circunstâncias nas quais o compromisso assumido reciprocamente pressupõe que cada um abandone as suas próprias inércias, as suas próprias certezas, os espaços de tranquilidade e caminhe rumo à terra que Deus promete: ser dois em Cristo, dois num só. Uma única vida, um nós na comunhão de amor com Jesus, vivo e presente em cada momento da vossa existência. Deus acompanha-vos, ama-vos incondicionalmente. Não estais sós!».
Jesus na barca dos esposos
Ser esposos, para os cristãos, é antes de mais uma vocação que se concretiza num sacramento: o Matrimónio. E é como «um chamamento a conduzir uma barca instável - mas segura pela realidade do sacramento - num mar por vezes agitado, mas não esqueçamos que, mediante o Sacramento do matrimónio, Jesus está presente nesta barca» (papa Francisco).
E então, tal como Maria e José, unidos para guardar Jesus, também os esposos nunca devem esquecer que no seu Matrimónio está Jesus.
A certeza de que Jesus está com os esposos, na sua barca, torna mais leve qualquer dificuldade. É sabido que hoje o matrimónio atravessa uma crise profunda e se depara com muitas dificuldades, das quais o próprio papa Francisco dá conta na Amoris Letitia, fazendo sentir também aos casais em crise ou que vivem a condição de separação e divórcio a proximidade materna da Igreja.
Santos, portanto felizes
Todos somos chamados a ser santos e, se vivemos o Matrimónio, somos chamados a ser santos no Matrimónio e na família. Os casais de santos esposos, como, por exemplo, os beatos cônjuges Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi, que a Igreja nos oferece como companheiros de viagem, dizem-nos que a santidade consiste em reconhecer os sinais de Deus no quotidiano, em viver o amor humano com os olhos voltados para o céu e sabendo que é um amor abençoado pelo céu.
Maria e José esposos, retratados pelo padre Tonino Bello
Parece-nos bonito concluir este artigo regressando ao amor de Maria e José, retratado na sua doçura e também nos seus aspetos mais concretos e mais humanos pelo padre Tonino Bello na sua Carta a São José: «Meu caro São José, vim aqui sobretudo para te conhecer melhor como esposo de Maria, como pai de Jesus e como chefe de uma família pela qual consagraste toda a tua vida.
Diz-me, José, quando conheceste Maria? Talvez numa manhã de primavera, enquanto regressava da fonte da aldeia com a ânfora sobre a cabeça e a mão na anca, esbelta como o caule de um centáurea? Ou talvez num sábado, enquanto conversava à parte com as jovens de Nazaré, sob o arco da sinagoga? Ou talvez numa tarde de verão, num campo de trigo, enquanto, baixando os olhos esplêndidos para não revelar o pudor da pobreza, se adaptava ao humilhante ofício de respigadora?
Quando correspondeu ao teu sorriso e te roçou a cabeça com a primeira carícia, que talvez fosse a sua primeira bênção e tu não o soubesses? E, durante a noite, embebeste a almofada com lágrimas de felicidade.
Escrevia-te cartas de amor? Talvez sim!
Só tu, o sonhador, podias compreendê-la. Falou-te de Javé. De um anjo do Senhor. De um mistério escondido ao longo dos séculos e agora escondido no seu ventre. De um projeto maior do que o universo e mais alto do que o firmamento que vos cobria.
Depois pediu-te que saísses da sua vida, que lhe dissesses adeus e a esquecesses para sempre.
Foi então que a estreitaste pela primeira vez contra o coração e lhe disseste, a tremer: Por mim, renuncio de bom grado aos meus planos. Quero partilhar os teus, Maria, desde que me permitas ficar contigo. Ela respondeu-te que sim, e tu roçaste o seu ventre com uma carícia».
