io laico ho un ruolo nella chiesa

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 3 min
Autore: Editrice Shalom

Cosa troverai in questo articolo?

Eu, leigo, tenho um papel na Igreja?

Quadernos do concílio Volume 21

«Não consigo recordar esse dia. Tal como eu, os da minha geração. Éramos recém-nascidos ou demasiado pequenos. Só agora nos damos conta de que o 21 de novembro de 1964, dia em que veio à luz a Lumen Gentium, constituição dogmática sobre a Igreja, […] funcionou para nós como uma espécie de sinal de trânsito. Apontado na direção que a nossa vida de leigos seguiria desde crianças, depois adolescentes e, finalmente, adultos». Assim começa o Quaderno 21 dos Quaderni del Concilio (idealizados pelo Papa Francisco em preparação do Jubileu de 2025), da autoria de Mimmo Muolo, vaticanista e subchefe da redação romana do diário “Avvenire”.
Ao longo da sua memória pessoal, ele introduz-nos num dos capítulos talvez mais inovadores da Lumen Gentium, o IV, no qual se fala do papel dos leigos na Igreja, reconhecendo-os como parte integrante e ativa deste povo de Deus a caminho que é precisamente a Igreja.

Quem são os leigos?

Esta pergunta interpela muitos de nós, porque os leigos «somos nós, homens e mulheres batizados. Somos nós que vivemos no mundo, temos uma família, trazemos filhos ao mundo e trabalhamos nos diversos setores económicos da vida. Em suma, somos todos aqueles que são chamados a tornar presente o Evangelho e a Igreja nos ambientes da existência humana. E fazemos isto em virtude do nosso Batismo», recorda o Autor.


Se, para nós, hoje, esta verdade pode parecer “normal” - e quase óbvia -, não nos deve escapar que não era assim nos anos do Concílio Vaticano II e que, de qualquer modo, embora sejamos já filhos de uma “Igreja em saída”, para usar as palavras do Papa Francisco, nos damos conta da utilidade e da atualidade de redescobrir o papel dos leigos na Igreja perante um espírito de secularização que está a ganhar cada vez mais força no Ocidente: um indicador claro, neste sentido, é a crise das vocações sacerdotais e religiosas.
É neste contexto que os leigos, também hoje e sobretudo hoje, são chamados a agir na Igreja e pela Igreja.

Ser leigo é uma vocação

Uma das grandes verdades ensinadas pela Lumen Gentium é que também a dos leigos é uma vocação: os leigos são chamados (tal como os sacerdotes ou os religiosos) a levar o Evangelho para o seu dia a dia: casa, trabalho, família… Neste contexto, podem ser vistos como o “fermento” que santifica o mundo, sobretudo através da fé, da esperança e da caridade (cf. Lumen Gentium, 31), as três virtudes que devem brilhar em cada cristão. 

Chamados a “cuidar”: do Concílio ao Papa Francisco

Todos os Pontífices deram seguimento ao que é afirmado neste capítulo da Lumen Gentium e, em particular, o Papa Francisco recordou várias vezes que todos somos chamados a “cuidar” «não só da Igreja, mas também da família, da criação e, em geral, de todos os irmãos, especialmente dos mais pobres e desfavorecidos. Cuidar, em última análise, da família humana no seu conjunto e da casa comum que habitamos».
Em última análise, a mensagem mais forte do capítulo IV da Lumen Gentium é que a santidade diz respeito a todos nós: somos todos chamados a ser santos, a viver no mundo com o olhar voltado para o céu e para os irmãos, experimentando a felicidade plena. Sintamo-nos, portanto, plenamente envolvidos neste caminho de toda a Igreja, povo de Deus.


TALVEZ TAMBÉM LHE INTERESSE


Eu, leigo, tenho um papel na Igreja?

Cosa troverai in questo articolo?