Há alguns dias, o Santo Padre concedeu uma belíssima entrevista à Associated Press.
Foram abordados muitos temas, mas despertaram sobretudo interesse as palavras sobre a homossexualidade, que devem ser lidas e partilhadas sem qualquer instrumentalização. O Papa Francisco fez-se intérprete de uma Igreja que acolhe todos os seus filhos, cada um com as suas dificuldades e fadigas: «Ser homossexual não é um crime. Não é um crime. Sim, mas é um pecado. Primeiro, distingamos entre um pecado e um crime. Também é pecado faltar à caridade uns para com os outros».
Francisco definiu como “pecado” o comportamento dos bispos que apoiam leis que criminalizam a homossexualidade ou discriminam a comunidade gay. «Estes bispos devem passar por um processo de conversão», afirmou, acrescentando que deveriam usar «a ternura, por favor, como Deus faz com cada um de nós».
Deus ama todos os seus filhos, até os pecadores.
Também no quotidiano da vida eclesial e na pastoral, a Igreja enfrenta as questões mais urgentes da sociedade e faz-se Mãe de todos os seus filhos, sem exceção.
Embora enraizados na Igreja, a misericórdia e o amor são os melhores sentimentos para olhar para os nossos irmãos; só assim seremos capazes de um verdadeiro acolhimento e de um verdadeiro apoio na sua vida quotidiana e de fé!
O Padre Fiorenzo Facchini, sacerdote e antropólogo, na novidade editorial “Homossexualidade e vida cristã”, publicada pela Editrice Shalom, aborda este tema delicado e urgente sem o banalizar nem o tratar com preconceito. Um livro estimulante, profundo mas conciso, próximo da realidade dos factos, também onde se vive um compromisso educativo para com as novas gerações: paróquias, movimentos, associações.
O Autor deseja que nestes “lugares” e, sobretudo, na família e na escola, se volte a falar do assunto.
A reflexão é clara e equilibrada, enraizada no Magistério da Igreja, iluminada pelo dado revelado e pela lei natural.

