la forza della vita rinascere e sempre possibile la storia di paolo di fiore dallinferno della droga alla gioia di una vita nuova

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 3 min
Autore: Editrice Shalom

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Do inferno da droga à alegria de uma vida nova: renascer é sempre possível

Paolo di fiore

Se te encontras num momento de escuridão absoluta, em que tudo à tua volta parece não fazer sentido; se a vida, até agora, te mostrou o seu lado mais duro e não sabes como reagir; se te encontras num túnel de dor que pode chamar-se droga, álcool... ou qualquer outro nome que lhe queiras dar, ler a história de Paolo Di Fiore pode fazer-te bem, porque Paolo sentiu na própria pele que é possível regressar do inferno, que uma nova vida é possível. Eis o seu testemunho.

Paolo, porque chegaste à dependência da droga?

O meu caminho para a droga começou com um pai que nunca foi verdadeiramente pai: mudámo-nos de Nápoles para Milão quando eu e o meu irmão éramos crianças, e o meu pai entrava e saía da prisão; quando estava em casa, assisti a atos de violência contra a minha mãe e eu próprio sofri a violência dele. Foi neste deserto de amor que cresci e, por isso, quando me ofereceram droga pela primeira vez, não demorei sequer um segundo a responder «sim»; foi um sim que me custou muito caro.

Como viveste os anos em que eras dependente da droga?

Não tenho grandes recordações desse período: a droga e o meio para a obter. Só isso. O drogado não tem outro pensamento senão esse e, para conseguir uma dose, está disposto a fazer qualquer coisa.

Quando começou a vontade de renascer, de te libertares?

A última vez que fui preso tinha chegado ao fundo. No julgamento sumário, o advogado oficioso não conseguiu fazer grande coisa. A situação era essa, mas, estranhamente, surgiu o primeiro pensamento positivo após tanto tempo: disse logo a mim próprio que aquele era o momento de sair dali. Ou isso, ou nunca mais! Era a oportunidade e decidi aproveitá-la. Que coisa estranha o facto de, nos momentos mais inesperados, se encontrar a força apenas suficiente para fazer as escolhas que mudam a vida: estava cansado daquela vida e simplesmente decidi sair dela.

Que papel desempenhou a fé neste percurso de regresso à vida?

A fé e a reaproximação da Igreja foram fundamentais e começaram através do encontro com uma rapariga. Ela convenceu-me a voltar à igreja e, passado algum tempo, pude confessar-me. Dessa Confissão, que durou uma tarde inteira, lembro-me de que me entreguei como uma criança. Para mim, significava encontrar confiança onde reinava a desconfiança, experimentar a serenidade onde a raiva sempre tinha sido a força que mantinha tudo vivo e, por fim, saborear a beleza de algo puro depois de anos no mal, no feio. «Errei, vivi mal, no mal», era o que dizia. «Não importa, já passou tudo, agora estás aqui!», era o que ouvia. E, nesse abraço, entregava-me feliz. Chorava, leve, como uma criança…

Agora, como é a tua vida?

Faço trabalhos de servente, mas, sobretudo, sou “involuntário” em Medjugorie. Tudo começou naquele pequeno comboio de agosto de 2000 que me acolheu como “involuntário”, precisamente. Gosto desta imagem, que não é minha, de “involuntário”, que me parece representar bem esta vida que se desenrola diante dos meus olhos.
Aquele comboio é o cruzamento, justamente “involuntário”, com um grupo de gente de bem reunida em torno da intuição inicial de encher uma carrinha e partir rumo à Bósnia, então em guerra. E partiam não para se dirigirem para um conflito, mas para levar ajuda.


Ainda hoje continuo a regressar àquela terra, para levar ajuda, e sinto-me vivo, renascido, porque senti a beleza de ser perdoado e compreendi a importância de perdoar, de libertar o coração do ressentimento.
Neste testemunho de uma viagem ao inferno, o da droga, e de regresso, Paolo conta a sua história sem vergonha, sem falsos pudores e é por isso que as suas palavras cativam, porque têm a força da vida vivida!
Paolo é autor, juntamente com Gianluigi Castelletti, do livro: Da violência à droga, do perdão à paz, uma novidade editorial da Shalom.

Se o Paolo conseguiu mudar de vida, também tu consegues: seja qual for a tua situação, lembra-te sempre de que podes encontrar uma mão amiga a quem recorrer e, a partir daí, começar pouco a pouco a reerguer-te!


Do inferno da droga à alegria de uma vida nova: renascer é sempre possível

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