Camminiamo insieme
A Missa. Há realmente "mais" do que aquilo que vemos?
Tempo di lettura: 3 min
Autore: Editrice Shalom
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Já alguma vez te perguntaste o que significa realmente a Missa em que participas todos os domingos?
Sê sincero/a. Muitas vezes, na rotina frenética das nossas vidas, encontramo-nos a atravessar a porta da igreja e a participar nos ritos quase automaticamente, sem nos determos a investigar o seu significado real e imenso. Entramos, encontramos o nosso lugar, acompanhamos as leituras, rezamos as orações, respondemos às invocações e talvez recebamos a Comunhão. Mas quanto de tudo isto nos toca profundamente? Quanta consciência existe por detrás de cada gesto, cada palavra, cada movimento?
Um risco que todos corremos
Existe o risco real de as nossas assembleias se tornarem apáticas ou passivas, de as palavras e os gestos serem repetidos de forma mecânica, por hábito. Podemos até correr o risco de uma liturgia formalista que, sem o envolvimento do coração, não nos transforma interiormente. A celebração eucarística pode ser «banalizada, reduzida a algo vulgar a tratar com descontração e leviandade, como se fosse um cartão para picar ao domingo ou uma das muitas coisas a fazer durante o dia». Esquecendo que, na liturgia, estamos na presença de Deus.
A Missa é o coração do mundo
No entanto, a Santa Missa é algo incomparavelmente maior. É o tesouro da Igreja, o coração do mundo. Não é apenas uma tradição ou um compromisso fixo, mas um mistério da fé que tem o poder de transformar o nosso coração e a nossa própria vida. É, em suma, «o encontro mais íntimo e real com Cristo». São Francisco de Assis afirmava: «O homem deve tremer, o mundo deve estremecer, o céu inteiro deve comover-se, quando, sobre o altar, entre as mãos do sacerdote, aparece o Filho de Deus». A Eucaristia é um verdadeiro encontro de amor, onde o próprio Deus nos convida e nos espera para nos comunicar a sua graça. É o modo «engenhoso que Jesus encontrou para manter esta promessa» de estar connosco «todos os dias, até ao fim do mundo» (Mt 28,20).
A beleza do envolvimento total
Participar na Missa não é apenas estar presente no rito, mas envolver todo o nosso ser, escutar a Palavra, acolher Deus que fala no presente da nossa vida; é viver a comunhão não só vertical com Deus, mas também horizontal com os irmãos. É ser uma «comunidade dos diferentes reunidos no Único».
Quando vivida plenamente, a Eucaristia transforma-nos, torna-nos cada vez mais conformes Àquele que amamos. Tem o poder intrínseco de renovar tudo, curar e transformar.
Queremos pôr-nos à prova?
O que poderia mudar se, no próximo domingo (e todos os dias!), entrasses na igreja com o desejo autêntico de compreender o significado de cada gesto?
E se escutasses as leituras não apenas com os ouvidos, mas com o coração aberto, acolhendo a mensagem que Deus tem para ti?
E se vivesses a Eucaristia não como um rito a «cumprir», mas como um encontro real com Jesus?
Talvez, nesse momento, descubras verdadeiramente esse «algo mais». Descobrirás que a santa Missa não é apenas um dever, mas um dom inestimável. Uma oportunidade para «recarregar a alma», experimentar a presença viva de Deus e sentires-te parte de uma comunidade que caminha unida.
Da próxima vez que atravessares a porta da igreja, tenta perguntar-te: estou simplesmente «a assistir» ou estou realmente a participar na Missa?
A resposta poderá transformar a tua maneira de ver e viver este encontro.
Saborear o valor inestimável da Eucaristia, aprofundando as várias partes da santa Missa para compreender «o que acontece e porquê» pode realmente mudar a nossa vida cristã. Para iniciar este maravilhoso caminho de descoberta, poderá ajudar-te o livro do padre Pasqualino di Dio.
