la resurrezione nella pittura la resurrezione della figlia di giairo di albert von keller

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 4 min
Autore: Editrice Shalom

Cosa troverai in questo articolo?

A Ressurreição na Pintura: “A Ressurreição da Filha de Jairo”, de Albert Von Keller

A ressurreição da filha de Jairo

Prossegue a colaboração entre Don Alessio Fucile, especialista em arte, e o blogue Shalom. Don Alessio guiar-nos-á no aprofundamento dos momentos mais importantes do ano litúrgico através de belíssimas obras de arte que, além de suscitarem em nós admiração pelo seu esplendor, podem ajudar-nos a compreender melhor as Sagradas Escrituras e a mensagem de Jesus.

Hoje, Don Alessio apresenta a tela do pintor Albert Von Keller. Trata-se da “Ressurreição da filha de Jairo”, de 1866, conservada na Nova Pinacoteca de Munique.

Um drama familiar no Evangelho de Marcos

O Evangelho de Marcos descreve um episódio que tem como tema um drama familiar: uma jovem está a morrer! O pai, Jairo, tomado pelo desespero, decide agarrar-se até à mais ténue esperança e corre à procura de Jesus. Talvez não saiba quem é aquele homem de quem todos falam: um mago, um impostor, um santo, não importa; suplica-lhe que faça alguma coisa pela sua filha. Jesus vai ter com ela, entra na casa onde a morte já é familiar e o desespero pulsa pelas paredes e, dirigindo-se aos presentes, afirma: “A menina não morreu, mas está a dormir”. Eis o sentido cristão da morte: não o fim de tudo, mas um repouso sereno em Deus, para despertar ao sol do novo dia. Com autoridade, Jesus aproxima-se do leito de morte e diz: “Menina, eu te digo: levanta-te!”.

A obra de Von Keller: cores e emoções

Na obra de Von Keller, a personagem que imediatamente atrai a atenção é precisamente Jesus: o vermelho, cor da paixão e do amor, da sua túnica destaca-se entre as restantes cores da paleta usada pelo artista. Pega suavemente na mão da rapariga, deitada sobre um suporte de madeira: o seu corpo já tinha sido preparado para a sepultura. Levanta-a, enquanto ela, com um olhar sonolento, começa a despertar.
A excecionalidade do acontecimento é ampliada pelas reações e pelos gestos dos presentes. Jairo e a mulher, afastados, abraçam-se, petrificados. Outros, com os olhos arregalados de espanto, voltam-se para a jovem e para Jesus. Uma mulher leva as mãos à cabeça, outra tem a cabeça apoiada aos pés da cama, uma terceira ergue o braço na direção da mulher miraculada.

A mensagem de fé e esperança

A palavra-chave de todo o episódio é o convite de Jesus ao pai da menina: “Não temas, basta ter fé!”. Aos pés da cama estão colocadas coroas de louros, uma planta que assume o significado de vida eterna que derrota a morte. “Eu sou a ressurreição e a vida; quem acredita em mim, ainda que morra, viverá. Crês nisto?”, pergunta Jesus a Marta, que chorava pela morte do irmão Lázaro. As coroas são três, número que remete para a Trindade.
Junto daquele sepulcro, já derrotado, celebra-se a vida, a Vida Eterna. Jesus quer libertar o homem da morte. Um mistério que experimentamos em nós, nos nossos familiares, nas pessoas de quem gostamos, nas coisas a que damos valor. Há também uma morte das coisas, dos animais, das plantas. Jesus diz-te hoje: “Criei-te para a vida, procura fazer da tua vida uma obra-prima!”. O facto de vivermos é uma realidade por vezes tão evidente, tão congestionada de preocupações, que nos tira o gosto de viver. A vida deve ser cantada, tal como faz de maneira maravilhosa o salmista: “Transformaste o meu lamento em dança, a minha veste de luto em traje de alegria. À tarde chega o pranto e de manhã eis a alegria”. A vida também é feita de momentos sombrios, de provações, de doenças, de velhice, de perdas, mas estas coisas não são a última palavra, são as coisas da tarde. Se nos detivéssemos apenas no momento da tarde, teríamos muitos motivos para nos sentirmos tristes, nostálgicos, mas o salmista diz que o pranto da tarde, se souberes esperar, se transforma em canto da manhã: “À tarde chega o pranto, de manhã eis a alegria”. A tua tarefa é ter esperança, acreditar que as coisas podem melhorar. Podes esperar por um amanhã melhor: “Lutei tanto neste dia, certo de que amanhã será um dia melhor”. Nunca deves perder esta esperança! Lembra-te, quando atravessares o próximo momento difícil, a próxima tarde, a próxima escuridão, é preciso saber esperar, porque a noite acabará mais cedo ou mais tarde.
O que podes fazer para cantar a vida? Para celebrar a vida, tens de querer bem; não escondas ciosamente aquilo que tens, partilha-o. Se és jovem, partilha a tua juventude; se és idoso, a tua sabedoria. Se tens um talento, partilha-o; se tens veia musical, põe-na ao serviço dos outros, e então nasce o canto à vida. Felicidades para ti e para as tuas riquezas, para que não acabem por apodrecer nos teus cofres e no teu coração, mas deem um sorriso a quem está perto de ti. Obrigado pela tua atenção.


A Ressurreição na Pintura: “A Ressurreição da Filha de Jairo”, de Albert Von Keller

Cosa troverai in questo articolo?