la storia di cecilia sametti cosa centra con me

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 5 min
Autore: Editrice Shalom

Cosa troverai in questo articolo?

A história de Cecilia Sametti. O que tem ela que ver comigo?

Cecilia Sametti

Neste artigo, retirado do blogue testimoni-ando.blogspot.com, Emilia Flocchini apresenta-nos Cecilia Sametti, uma jovem que morreu com apenas 16 anos e que lutou com fé contra um tumor, para depois compreender que o seu lugar era sob a cruz, com Maria.
O que tem ela a ver comigo?, pergunta-se Emilia, e também nós poderíamos perguntar-nos… Descubramos!

Quem é?

Cecilia Sametti nasceu em Roma a 22 de novembro de 1993, segunda dos sete filhos de Paolo Sametti e da sua mulher Lucia, que foram um dos primeiros casais a fazer parte da Comunidade Casa de Maria, fundada pelo padre Giacomo Martinelli e por Nicoletta Reschini.


9 de janeiro de 1994, São Pedro. Cecilia é a única menina da Casa de Maria batizada pelo Santo Padre João Paulo II.


Em 1995, depois dos primeiros anos, ou melhor, meses, passados na casa de Moricone e na casa central da Comunidade, em Roma, mudou-se com os pais para Fátima, em Portugal, porque os seus pais tinham sido chamados a fundar a Casa de Maria para acolher os peregrinos no santuário de Nossa Senhora de Fátima.
Em outubro de 2002, apareceu-lhe um inchaço suspeito na nádega esquerda, que não dava sinais de desaparecer. Internada nas urgências de Leiria e, depois, no hospital pediátrico de Coimbra, recebeu o diagnóstico: tinha um rabdomiossarcoma. Após a primeira sessão de radioterapia, foi considerada curada.
A 11 de novembro de 2003, enquanto estava na escola, Cecilia teve os sinais da primeira recidiva, à qual se seguiram outras quatro. Enquanto recebia tratamento, frequentemente internada, a menina era acompanhada pela oração de toda a sua Comunidade.
Em 2008, durante uma oração comunitária no Centro Educativo João Paulo II, em Roma, ouviu-se Cecilia pedir a graça de poder estar, como Nossa Senhora, aos pés da cruz.
Em julho de 2009, uma vez que os exames clínicos não revelavam problemas graves, Cecilia partiu para o retiro dos rapazes da Casa de Maria, no santuário de Notre Dame de la Garaison, perto de Tarbes, portanto não muito longe de Lourdes. No entanto, novas dores obrigaram-na a regressar a Fátima e a ser novamente internada no hospital de Coimbra.
A 26 de agosto, dirigindo-se a quantos a rodeavam, começou um longo discurso, no qual agradecia a Deus, pedia perdão às enfermeiras e convidava a não chorarem demasiado pela sua morte, porque ela, juntamente com Nossa Senhora, não os abandonaria. Depois, pelas mãos do padre Giacomo, professou os votos como Filha da Cruz. Dois dias depois, na manhã de 28 de agosto de 2009, o seu coração deixou de bater.

O que é que isto tem a ver comigo?

A 23 de março de 2022, como muitas vezes me acontece, estava a consultar o site Libreria del Santo, para ver se havia alguma novidade editorial que me pudesse interessar. Quase de imediato, vi o título O céu de Cecilia e procurei mais informações: na antevisão disponível no site da editora, descobri que ela era membro da Comunidade Casa de Maria.
Aquela rapariga parecera-me bonita, mas como uma flor de estufa. No fundo, tinha crescido protegida pela sua Comunidade e não tinha frequentado escolas externas a partir do quinto ano, portanto, talvez não parecesse um exemplo tão imediato a apresentar.
No entanto, rapidamente calei o meu «promotor de justiça interno», ao recordar que Cecilia também tinha as suas paixões e interesses: por exemplo, gostava muito de romances de fantasia ou de aventura, para além das vidas dos santos, e de filmes como os da saga O Senhor dos Anéis. Quando se sentia melhor, lançava-se também em jogos tranquilos com os irmãos ou com as outras crianças da Casa; certamente, nunca ficava sem fazer nada.
Quanto aos aspetos em que a sinto semelhante a mim, o principal é o interesse pelas vidas dos santos, a ponto de as sentir como parte da própria experiência. Obviamente, Cecilia tinha bem presentes as dos pastorinhos de Fátima, que poderia definir como seus vizinhos, mas também foi recordada a sua peregrinação a Balasar: ao contar o que tinha visto, referiu o amigo Massimiliano, parecia ter conhecido pessoalmente a Beata Alexandrina Maria Da Costa, que precisamente ali tinha vivido e selado a oferta da própria vida e do sofrimento físico.

O seu Evangelho

Pelo que compreendi, a vida de Cecilia pareceu-me o fruto de um trabalho interior que a conduziu a tornar-se, de criança distraída e um pouco alheada, uma adolescente reflexiva, amante do silêncio, obediente aos mais velhos da Casa de Maria, bem como aos fundadores. Nela li uma enorme necessidade de comunhão e de amizades autênticas, como a que tinha com Madalena, a sua melhor amiga. Não poder frequentar o Centro Educativo foi para ela como uma facada - assim o definiu numa das últimas chamadas telefónicas para Nicoletta -, por isso sentia uma alegria enorme nas raras ocasiões em que podia passar por lá.

Tinha também um efeito catalisador sobre as crianças mais pequenas: ensinava-as a rezar, a cantar, a nunca ficarem sem fazer nada; quando era necessário, repreendia-as até.
Na oração, afirmava receber força e luz, que, por sua vez, transmitia aos outros, muitas vezes surpreendendo-os; os médicos de Coimbra, por exemplo, consideravam-na uma pequena lutadora. Foi assim também nos seus últimos dois dias de vida, especialmente naquele discurso que hoje é considerado o seu testamento espiritual.
Pouco antes, durante o retiro em Notre Dame de la Garaison, em julho de 2009, tinha composto uma oração na qual agradecia a Nossa Senhora porque, através da doença, a tinha ajudado a compreender a sua vocação, o valor e o sentido da vida e a importância da sua amizade com Jesus. Concluía, escrevendo:
«Tira, ó Mãe, toda a sujidade de que não gostas; quero abandonar-me nas tuas mãos; conduz-me para onde quiseres. Já não quero desobedecer-te, porque isso te causa sofrimento. Quero estar contigo; a coisa mais bela que experimentei foi sentir-me tão amada por ti!! Ámen».
A Comunidade Casa de Maria continua a recordá-la, tantos anos depois da sua morte, e a senti-la próxima, tal como ela tinha prometido na sua despedida extrema.

A vida de Cecilia tem algo para nos dizer, na medida em que nos ensina que também no sofrimento há luz, que também na dor há um sentido, se nos esforçarmos por viver unidos a Jesus e a Maria, sob a cruz.


A história de Cecilia Sametti. O que tem ela que ver comigo?

Cosa troverai in questo articolo?