liturgia del giorno 1 aprile 2021

Editrice Shalom

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Autore: Editrice Shalom

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Liturgia do dia – 1 de abril de 2021

Última Ceia

Tríduo Pascal – Quinta-feira Santa – Ceia do Senhor
Própria

Textos retirados do Missal “Sobre a Tua Palavra” março-abril de 2021.

Com a celebração da Ceia do Senhor tem início o Tríduo Pascal, três dias que a Igreja vive como se fossem um único grande dia. São os dias mais importantes da nossa fé. Tudo parte daqui, dos acontecimentos que se desenrolam nestes três dias tão especiais. Na Última Ceia, Jesus institui a Eucaristia e o sacerdócio, e a Igreja, obedecendo às suas palavras, repete esse gesto para que ele esteja totalmente presente aqui entre nós, hoje. Abramos de par em par o coração e deixemos Cristo entrar.


PRIMEIRA LEITURA

Do livro do Êxodo (Ex 12,1-8.11-14)
Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés e a Aarão na terra do Egito: «Este mês será para vós o princípio dos meses; será para vós o primeiro mês do ano. Falai a toda a comunidade de Israel e dizei: “No dia dez deste mês, procure cada um um cordeiro por família, um cordeiro por casa. Se a família for demasiado pequena para um cordeiro, juntar-se-á ao vizinho mais próximo da sua casa, conforme o número de pessoas; calculareis quanto deve ser o cordeiro, segundo o que cada um pode comer. O cordeiro será sem defeito, macho, de um ano; podereis escolhê-lo entre as ovelhas ou entre as cabras e guardá-lo-eis até ao dia catorze deste mês. Então, toda a assembleia da comunidade de Israel o imolará ao entardecer. Tomarão um pouco do seu sangue e pô-lo-ão nas duas ombreiras e na verga das portas das casas onde o comerem. Nessa noite, comerão a sua carne assada ao fogo; comê-la-ão com pães ázimos e ervas amargas. Haveis de comê-lo assim: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa. É a Páscoa do Senhor! Nessa noite, passarei pela terra do Egito e ferirei todos os primogénitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e farei justiça contra todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor! O sangue nas casas onde estiverdes será para vós um sinal: ao ver o sangue, passarei adiante e não haverá entre vós o flagelo exterminador quando eu ferir a terra do Egito. Esse dia será para vós um memorial; haveis de celebrá-lo como festa do Senhor. De geração em geração, haveis de celebrá-lo como rito perpétuo”». Palavra do Senhor.

Comentário à primeira leitura

«Esse dia será para vós um memorial; haveis de celebrá-lo como festa do Senhor. De geração em geração, haveis de celebrá-lo como rito perpétuo». Não é apenas a memória de um acontecimento passado, por mais extraordinário que tenha sido; é antes um memorial: um passado que ainda hoje está presente e que o será para sempre. O cristianismo não é adequado para aqueles que se limitam a ser cantores que louvam o tempo passado. A Páscoa está viva e presente hoje. A passagem de libertação do Egito e de todas as escravidões possíveis e imagináveis continua a acontecer agora. O verdadeiro sangue que salva já não é o do cordeiro (que era apenas um sinal antecipador), mas o verdadeiro sangue derramado na cruz, o sangue eucarístico de Cristo. Trata-se efetivamente de um rito perpétuo, mas não tanto porque é repetido infinitamente, todos os anos, mas antes porque nos mergulha na vida eterna da Trindade divina. Trata-se de uma verdadeira festa, de uma passagem da escravidão para a libertação, da morte do pecado para a vida divina. É somente na Páscoa que podemos encontrar a verdadeira alegria: deixemo-la explodir hoje e para toda a eternidade.


SEGUNDA LEITURA

da primeira carta de São Paulo apóstolo aos Coríntios (1Cor 11,23-26)
Irmãos, eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, entregue por vós; fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou também o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de Mim». Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. Palavra do Senhor.

Comentário à segunda leitura

«Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha». Os especialistas afirmam que esta leitura de São Paulo contém a mais antiga descrição de fé da Eucaristia: palavras e gestos que tornam Jesus Cristo presente e eficaz entre nós, hoje como há dois mil anos. É maravilhoso, incrivelmente belo, inserirmo-nos não num passado, mas num memorial, atual também hoje. Em cada Eucaristia é o próprio Jesus, o mesmo que caminhou pelas estradas da Palestina, que falou com autoridade e realizou gestos maravilhosos, que está vivo hoje aqui entre nós. É o mesmo Jesus Cristo, eterno Filho do Pai, gerado, não criado, que quer oferecer-se e comunicar-se a nós. Diz-nos São Paulo: «Irmãos, eu recebi do Senhor o que também vos transmiti». A fé está solidamente fundada na tradição (do latim: transmitir, confiar, entregar, deixar como herança). Esta transmissão parte de Jesus, que oferece o pão e o vinho como seu corpo e sangue aos apóstolos, e continua através dos séculos até ao fim dos tempos.


EVANGELHO DO DIA

Do Evangelho segundo São João (Jo 13,1-15)
Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. Durante a ceia, sabendo o demónio que já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, a ideia de O entregar, e sabendo Jesus que o Pai Lhe tinha dado tudo nas mãos e que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Chegou a Simão Pedro, que Lhe disse: «Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu: «Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. E vós estais limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu vos fiz, vós façais também». Palavra do Senhor.

Comentário ao Evangelho do dia

«Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim». São Paulo, Mateus, Marcos e Lucas descrevem como aconteceu a Última Ceia; João, de acordo com as suas intenções, prefere concentrar-se nos significados. Assim, a narração da Última Ceia corresponde ao relato de uma ação significativa, o lava-pés. O gesto é explicado através da realização de um amor «até ao fim»: a Eucaristia é apresentada como serviço. Doação total de Cristo ao Pai e aos apóstolos; acolhimento do dom da nossa parte, em favor do louvor de Deus e da alegria cristã dos irmãos. Quantas vezes as nossas Eucaristias decorrem apenas através da realização de gestos repetitivos? Que sentido tem fingir honrar Deus, que não se vê, para depois esquecer Deus presente no irmão (antes de mais, naquele que está próximo, talvez incómodo, difícil de lidar, ou a quem não quero mesmo obedecer)? Procuremos manter unidos os sinais do pão e do vinho consagrados, Corpo e Sangue de Jesus Cristo, e o lava-pés realizado pelo próprio Jesus: é o mesmo Deus que Se oferece.


Assinatura do Missal
Assinatura do Missal

Liturgia do dia – 1 de abril de 2021

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