liturgia del giorno 20 marzo 2023

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 6 min
Autore: Editrice Shalom

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Liturgia do dia: 20 de março de 2023

São José

Textos retirados do Missalinho “Sobre a Tua Palavra” março-abril de 2023

São José, esposo da bem-aventurada Virgem Maria (s)
própria


PRIMEIRA LEITURA

Do segundo livro de Samuel (2Sm 7,4-5a.12-14a.16)
Naqueles dias, foi dirigida a Natã esta palavra do Senhor: «Vai e diz ao meu servo David: Assim fala o Senhor: “Quando os teus dias chegarem ao fim e fores descansar com os teus pais, suscitarei depois de ti um descendente que sairá das tuas entranhas e consolidarei o seu reino. Ele construirá uma casa para o meu nome e Eu consolidarei para sempre o trono do seu reino. Eu serei para ele um pai e ele será para Mim um filho. A tua casa e o teu reino permanecerão para sempre diante de ti e o teu trono será firme para sempre”». – Palavra do Senhor.

Comentário à primeira leitura

Celebramos hoje a festa de São José, porque ontem a liturgia deu precedência à celebração do quarto domingo da Quaresma, tempo forte do ano litúrgico. A primeira leitura fala-nos, com acentos históricos e teológicos, da descendência de David que reinará para sempre. Certamente, a profecia de Natã alude a Salomão, filho de David e construtor do templo, mas as palavras «consolidarei para sempre o trono do seu reino» indicam uma longa descendência no trono de Judá. Contudo, esta descendência teve um fim histórico e então o oráculo recebe força profética na alusão velada ao Messias, descendente de David. É Ele que reinará para sempre no seu reino, um reino que não será deste mundo, mas espiritual, segundo o desígnio de Deus para a salvação da humanidade. Claramente, a tradição cristã sempre releu esta passagem como profética e messiânica, aplicando-a a Jesus, Messias descendente de David e, portanto, indiretamente, também a José, último elo da genealogia davídica e garante da transmissão da herança histórica relativa à promessa divina feita a Israel.


SEGUNDA LEITURA

Da Carta de São Paulo Apóstolo aos Romanos (Rm 4,13.16-18.22)
Irmãos, não foi por meio da Lei que Abraão ou a sua descendência recebeu a promessa de ser herdeiro do mundo, mas por meio da justiça que vem da fé. É por isso que se é herdeiro pela fé, para que seja segundo a graça e, assim, a promessa seja segura para toda a descendência: não só para a que provém da Lei, mas também para a que provém da fé de Abraão, que é pai de todos nós – conforme está escrito: «Constituí-te pai de muitos povos» – diante de Deus em quem acreditou, que dá vida aos mortos e chama à existência o que não existe. Ele acreditou, firme na esperança contra toda a esperança, e assim se tornou pai de muitos povos, conforme lhe tinha sido dito: «Assim será a tua descendência». Foi por isso que a sua fé lhe foi atribuída como justiça. – Palavra do Senhor.

Comentário à segunda leitura

Com o propósito de desenvolver a lição que resulta da história de Abraão, o Apóstolo estabelece um forte contraste entre a lei e a justiça que vem da fé. Em primeiro lugar, Paulo destaca o facto de a promessa de Deus a Abraão não depender da lei e estabelece assim, de forma inequívoca, que a promessa de Deus é absoluta, preveniente e incondicional. Em segundo lugar, o Apóstolo reafirma que a fé é o único caminho que conduz à justiça, isto é, ao acolhimento do dom da salvação. Neste sentido, a leitura aplica-se esplendidamente a José, homem justo. Os verdadeiros descendentes de Abraão não são tanto aqueles que vivem segundo as exigências e pretensões da lei, mas aqueles que acolhem o dom da fé e vivem dele com espírito agradecido. Nesta perspetiva, Paulo define como «herdeiros» de Abraão aqueles que dele aprenderam a lição da fé, e não apenas a obediência à lei. Uma herança extremamente preciosa e delicada, porque solicita e unifica diferentes atitudes de vida, todas reconduzíveis à escuta de Deus, que fala e ordena, que convida e promete.


EVANGELHO DO DIA

Evangelho segundo São Mateus (Mt 1,16.18-21.24a)
Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Foi assim que nasceu Jesus Cristo: sua Mãe, Maria, estando desposada com José, antes de terem vivido juntos, encontrou-se grávida por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu em sonhos um Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela foi gerado é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara. – Palavra da salvação.

Comentário ao Evangelho do dia

Se há algo que São José nos ensina hoje é a dar valor aos sonhos. Muitas vezes, os nossos sonhos coincidem com os sonhos de Deus; aliás, como no caso de José, é precisamente no sonho que Deus encontra o lugar privilegiado para se encontrar com os nossos medos. «Não temas» é a expressão preferida de Deus para entrar em diálogo connosco. Não tenhas medo de sonhar! Infelizmente, hoje deparamo-nos muitas vezes com quem já não é capaz de sonhar. Frequentemente, os sonhos, sobretudo os dos jovens, chocam com os habituais «sempre fizemos assim», «nada mudará», «achas que vais mudar o mundo?»: expressões típicas de quem deixou de sonhar com um futuro melhor. Os sonhos dos jovens interpelam-nos e põem-nos em crise, mas são o recurso mais belo da Igreja e de uma Nação. O jovem José seguiu o seu sonho e mudou o mundo! Que cada pai guarde os sonhos dos seus filhos, dando-lhes todos os instrumentos para continuarem a sonhar. Permitamos que os sonhos dos jovens mudem a nossa vida monótona e cinzenta. Não os invejemos, não lhes criemos obstáculos, mas deixemo-nos contagiar pelo seu entusiasmo e pela sua criatividade. Que nos custa sonhar? Quem sabe se não mudamos mesmo este mundo?

Ou

Evangelho segundo São Lucas (Lc 2,41-51a)
Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. Quando Ele chegou aos doze anos, subiram até lá, segundo o costume da festa. Terminados esses dias, quando regressavam, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os seus pais o soubessem. Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos. Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam maravilhados com a sua inteligência e as suas respostas. Quando viram Jesus, seus pais ficaram muito admirados e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». Mas eles não compreenderam as palavras que Jesus lhes disse. Jesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. – Palavra da salvação.

Comentário ao Evangelho do dia

Os santos esposos, na confusão do Templo e da caravana de regresso a casa, esquecem Jesus, de doze anos, em Jerusalém. Cada um pensava que Jesus estava com o outro e só depois de alguns dias se aperceberam da sua ausência. Então Maria e José, angustiados, voltaram atrás para O procurar. Sempre que perdemos Jesus, significa que perdemos o sentido do nosso caminho, a direção da nossa caminhada. Maria e José são exemplares porque, quando se dão conta de que perderam Jesus, são capazes de voltar atrás, de O procurar. Que o Evangelho de hoje nos recorde a cada um de nós que, por um lado, é verdade que há coisas que, depois de quebradas, já não podem ser recompostas, mas, por outro, diz-nos que muitas vezes basta voltar atrás, basta dar um passo atrás, basta levar a sério aquela angústia e aquela tristeza de Maria e José ao aperceberem-se de que perderam Jesus. Serão estes sentimentos que nos levarão de volta ao lugar onde ficámos bloqueados, onde perdemos aquele sentido, onde está aberta aquela ferida. E talvez aí reencontremos Jesus a explicar-nos que tínhamos perdido o sentido porque tínhamos começado a viver cada um por si, cada um segundo si próprio.


Assinatura do Missalinho
Assinatura do Missalinho
Liturgia do dia: 20 de março de 2023

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