liturgia della domenica 10 aprile 2022

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 12 min
Autore: Editrice Shalom

Cosa troverai in questo articolo?

Liturgia do Domingo: 10 de abril de 2022

Domingo de Ramos

Textos retirados do Missalinho “Sobre a Tua Palavra” março-abril de 2022

Domingo de Ramos: Paixão do Senhor (C)
2.ª sem. salt.


PRIMEIRA LEITURA

Do livro do profeta Isaías (Is 50,4-7)
O Senhor Deus deu-me uma língua de discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos desanimados. Todas as manhãs desperta os meus ouvidos, para que eu possa ouvir como os discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não opus resistência, nem recuei. Apresentei as costas àqueles que me batiam e as faces aos que me arrancavam a barba; não desviei o rosto daqueles que me insultavam e cuspiam. Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio; por isso não fiquei envergonhado; por isso tornei o meu rosto duro como pedra, sabendo que não ficaria desiludido. – Palavra de Deus.

Comentário à primeira leitura

Os famosos “Cânticos do Servo”, no livro do profeta Isaías, descrevem uma personagem misteriosa que, na leitura dos acontecimentos, se assemelha ao Senhor Jesus na sua paixão. Nesta passagem, o Servo do Senhor é capaz de escutar profundamente e de dirigir uma palavra precisa aos homens que perderam toda a esperança (os desanimados). No momento da necessidade, precisamos de ter uma pessoa em quem possamos confiar plenamente, um homem de Deus que esteja em contacto direto com a verdade e que fale com franqueza, sem qualquer medo. Assim é o verdadeiro Servo do Senhor, que não «fica desiludido» nem mesmo quando a palavra franca lhe traz toda a espécie de perseguições e reações violentas. Nas profecias de Isaías, entrevemos a verdadeira figura de Jesus, que domina plenamente a situação, enfrenta as provações com calma e uma dignidade sobre-humana, sabe que está a cumprir a vontade do Pai e que está em plena comunhão com Ele. Isso lhe basta: as torturas e os insultos não o fazem recuar, porque Deus está verdadeiramente com Ele e o assiste. Assim seja também para cada cristão, na hora da provação.


SEGUNDA LEITURA

Da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses (Fil 2,6-11)
Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da Sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio, assumindo a condição de servo e tornando-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem, no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua proclame: «Jesus Cristo é o Senhor!», para glória de Deus Pai. – Palavra de Deus.

Comentário à segunda leitura

O cântico de São Paulo ajuda-nos a compreender o sentido da paixão do Senhor. Com um simples traço, o autor dá a ideia de todo o plano divino: Deus desce, pelo caminho da humildade, até Se tornar, em Cristo, um homem fraco e capaz de sofrer, descendo até ao mais profundo. De omnipotente faz-Se impotente, de imortal faz-Se mortal, de rico faz-Se pobre. Da posição em que Se encontrava (segunda pessoa da Santíssima Trindade), só podia descer e, deste modo, Deus indica a todos qual é o caminho da verdadeira caridade: esvaziar-se («aniquilou-Se a Si próprio»), para depois ser preenchido pelo amor do Pai, que justifica os homens e lhes perdoa. Mas eis que, precisamente quando chega ao fundo, tudo se enche de glória, e Ele apresenta ao Pai a criação renovada pelo Seu sacrifício. Diante deste ato, o mundo inteiro exulta: os joelhos dobram-se e as línguas proclamam. Jesus realizou isto, mas, para não tornarmos inútil a Sua obra em nosso favor, é necessário que façamos a mesma viagem: que nos esvaziemos de nós próprios e nos enchamos d’Ele.


EVANGELHO DO DIA

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 22,14 – 23,56)

(Indicações para a leitura dialogada: ✠ = Jesus; C = Cronista; D = Discípulos e amigos; F = Multidão; A = Outras personagens)

Desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de padecer
C
Quando chegou a hora, [Gesù] tomou lugar à mesa, e os Apóstolos com Ele, e disse-lhes: ✠ «Desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de padecer, pois Eu vos digo: não voltarei a comê-la até que ela se realize plenamente no reino de Deus». C Então, tomando um cálice, deu graças e disse: ✠ «Tomai e reparti entre vós, pois Eu vos digo: não voltarei a beber do fruto da videira, até que venha o reino de Deus». 

Fazei isto em memória de Mim
C
Depois tomou o pão, deu graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: ✠ «Isto é o Meu corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». C No fim da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: ✠ «Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, derramado por vós».

Ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue!
«Mas vede: a mão daquele que Me vai entregar está comigo à mesa. O Filho do homem vai partir, como está determinado. Mas ai daquele por quem Ele vai ser entregue!». C Começaram então a perguntar uns aos outros qual deles iria fazer semelhante coisa.

Eu estou no meio de vós como quem serve
Levantou-se também entre eles uma questão: qual deles se devia considerar o maior. Disse-lhes Jesus: ✠ «Os reis das nações exercem domínio sobre elas e os que têm autoridade sobre elas são chamados benfeitores. Vós não deveis proceder assim. O maior entre vós seja como o mais novo e aquele que manda seja como quem serve. Pois quem é o maior: o que está à mesa ou o que serve? Não é o que está à mesa? Ora Eu estou no meio de vós como quem serve. Vós sois aqueles que permaneceram comigo nas minhas provações. E Eu preparo para vós um reino, como Meu Pai o preparou para Mim, para que comais e bebais à Minha mesa, no Meu reino, e vos senteis em tronos, para julgar as doze tribos de Israel.

Tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos
«Simão, Simão, Satanás pediu para vos joeirar como trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos». C Pedro respondeu-Lhe: D «Senhor, estou pronto a ir contigo, até para a prisão e para a morte». C Jesus respondeu-lhe: ✠ «Eu te digo, Pedro: não cantará hoje o galo, sem que tu, por três vezes, tenhas negado conhecer-Me».

Tem de cumprir-se em Mim o que está escrito na Escritura
C
Depois disse-lhes: ✠ «Quando vos enviei sem bolsa, nem alforge, nem sandálias, faltou-vos alguma coisa?». C Eles responderam: D «Nada». C Ele acrescentou: ✠ «Mas agora, quem tiver uma bolsa, pegue nela, e também quem tiver um alforge; e quem não tiver espada venda a capa e compre uma. Pois Eu vos digo: tem de cumprir-se em Mim o que está escrito na Escritura: “Foi contado entre os malfeitores”. Com efeito, o que Me diz respeito está a chegar ao fim». C Eles disseram: D «Senhor, estão aqui duas espadas». C Mas Ele respondeu: ✠ «Basta!».

Entrando em agonia, orava mais intensamente
C
Então saiu e foi, como de costume, para o monte das Oliveiras, e os discípulos acompanharam-n’O. Quando chegou ao local, disse-lhes: ✠ «Orai, para não entrardes em tentação». C Depois afastou-Se deles cerca de um tiro de pedra e, pondo-Se de joelhos, começou a orar, dizendo: ✠ «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice. Contudo, não se faça a Minha vontade, mas a Tua». C Então apareceu-Lhe um Anjo do céu, para O confortar. Entrando em agonia, orava mais intensamente, e o suor tornou-se como grossas gotas de sangue, que caíam por terra. Depois de ter orado, levantou-Se e foi ter com os discípulos, que encontrou a dormir, por causa da tristeza. Disse-lhes Jesus: ✠ «Por que estais a dormir? Levantai-vos e orai, para não entrardes em tentação».

Judas, é com um beijo que entregas o Filho do homem?
C
Ainda Ele estava a falar, quando apareceu uma multidão, à frente da qual vinha um dos Doze, chamado Judas, que se aproximou de Jesus para O beijar. Jesus disse-lhe: ✠ «Judas, é com um beijo que entregas o Filho do homem?». C Ao verem o que ia acontecer, os que estavam com Jesus perguntaram-Lhe: D «Senhor, devemos ferir com a espada?». C E um deles feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha direita. Mas Jesus interveio, dizendo: ✠ «Basta! Deixai-os». C E, tocando na orelha do homem, curou-o. Depois disse Jesus aos que tinham vindo contra Ele, aos sacerdotes, aos oficiais do templo e aos anciãos: ✠ «Viestes com espadas e varapaus, como se viésseis contra um salteador. Eu estava todos os dias convosco no templo e nunca Me deitastes a mão; mas esta é a vossa hora e o poder das trevas».

Saindo dali, Pedro chorou amargamente
C
Depois de O terem prendido, levaram-n’O e introduziram-n’O na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia-os de longe. Acenderam uma fogueira no meio do pátio e sentaram-se à volta; Pedro sentou-se também entre eles. Uma criada, que estava junto da fogueira, viu-o e, fitando os olhos nele, disse: A «Este homem também estava com Ele». C Mas Pedro negou: D «Mulher, não O conheço». C Pouco depois, outro homem, ao vê-lo, disse: A «Tu também és um deles». C Mas Pedro disse: D «Homem, não sou». C Passada cerca de uma hora, outro afirmava com insistência: A «Este homem também andava com Jesus, pois é galileu». C Pedro respondeu: D «Homem, não sei o que dizes». C Nesse instante, ainda ele falava, o galo cantou. O Senhor voltou-Se e fixou os olhos em Pedro. Então Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, quando lhe disse: «Antes de o galo cantar, Me negarás três vezes». E, saindo dali, chorou amargamente.

Profetiza! Quem Te bateu?
Entretanto, os homens que guardavam Jesus troçavam d’Ele e batiam-Lhe. Cobrindo-Lhe os olhos, perguntavam-Lhe: A «Profetiza! Quem Te bateu?». C E dirigiam-Lhe muitos outros insultos.

Levaram-n’O à presença do Sinédrio
Ao romper do dia, reuniu-se o conselho dos anciãos do povo, os sumos sacerdotes e os escribas. Levaram Jesus ao Sinédrio e disseram-Lhe: A «Se és o Messias, diz-nos». C Jesus respondeu-lhes: ✠ «Se vos disser, não acreditareis e, se vos fizer perguntas, não respondereis. Mas, desde agora, o Filho do homem estará sentado à direita do poder de Deus». C Disseram todos: A «Tu és então o Filho de Deus?». C Jesus respondeu-lhes: ✠ «Vós mesmos dizeis que Eu sou». C Então exclamaram: A «Que necessidade temos ainda de testemunhas? Nós próprios o ouvimos da Sua boca».

Não encontro neste homem motivo algum de condenação
C
[Toda a assembleia se levantou; levaram Jesus a Pilatos e começaram a acusá-l’O: A «Encontrámos este homem a sublevar o nosso povo, a impedir que se pagasse o tributo a César e dizendo ser Cristo-Rei». C Pilatos interrogou-O: A «Tu és o Rei dos Judeus?». C Jesus respondeu: ✠ «Tu o dizes». C Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão: A «Não encontro neste homem motivo algum de condenação». C Mas eles insistiam: A «Anda a sublevar o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui». C Ao ouvir isto, Pilatos perguntou se o homem era galileu e, sabendo que era da jurisdição de Herodes, enviou-O a Herodes, que estava também em Jerusalém nesses dias.

Herodes e os seus soldados insultam Jesus
Herodes alegrou-se muito ao ver Jesus, pois havia bastante tempo que desejava vê-l’O, por ter ouvido falar d’Ele, e esperava ver algum milagre realizado por Ele. Fez-Lhe muitas perguntas, mas Jesus não respondeu. Estavam ali os sumos sacerdotes e os escribas, que O acusavam com insistência. Herodes e os seus soldados trataram-n’O com desprezo, escarneceram d’Ele, cobriram-n’O com um manto magnífico e mandaram-n’O de novo a Pilatos. Herodes e Pilatos ficaram amigos nesse dia, pois eram inimigos um do outro.

Pilatos entrega Jesus à vontade deles
Entretanto Pilatos convocou os sumos sacerdotes, os magistrados e o povo, e disse-lhes: A «Vós trouxestes este homem à minha presença como agitador do povo. Interroguei-o diante de vós e não encontrei n’Ele qualquer dos crimes de que O acusais. Herodes também não, pois no-l’O mandou de novo. Não cometeu, portanto, nada que mereça a morte. Vou, por isso, soltá-l’O, depois de O mandar castigar». [ ] C Mas todos juntos começaram a gritar: F «Mata esse homem e solta-nos Barrabás!». C Barrabás tinha sido metido na prisão por causa de uma revolta desencadeada na cidade e por homicídio. Pilatos dirigiu-lhes de novo a palavra, querendo libertar Jesus. Mas eles gritavam: F «Crucifica-O! Crucifica-O!». C E ele falou-lhes pela terceira vez: A «Mas que mal fez este homem? Não encontrei n’Ele nada que mereça a morte. Por isso, vou mandá-l’O castigar e depois soltá-l’O». C Mas eles insistiam em altos brados, pedindo que fosse crucificado, e os seus gritos aumentavam. Pilatos decidiu finalmente que se executasse o que eles pediam. Soltou aquele que fora metido na prisão por revolta e homicídio e que eles reclamavam, e entregou Jesus à sua vontade.

Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim
Enquanto O levavam, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para a levar atrás de Jesus. Seguia-O uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e choravam por Ele. Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes: ✠ «Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos; pois dias virão em que se dirá: “Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram”. Hão de então dizer aos montes: “Caí sobre nós”, e às colinas: “Cobri-nos”. Porque, se tratam assim a madeira verde, que acontecerá à seca?». C Levavam ainda dois malfeitores para serem executados com Ele.

Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem
Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram-n’O a Ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia: ✠ «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem». C Depois deitaram sortes para distribuírem entre si as vestes de Jesus.

Este é o Rei dos Judeus
O povo permanecia ali e observava. Por sua vez, os chefes zombavam e diziam: A «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito». C Também os soldados troçavam d’Ele. Aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam: A «Se és o Rei dos Judeus, salva-Te a Ti mesmo». C Por cima d’Ele havia um letreiro: «Este é o Rei dos Judeus».

Hoje estarás comigo no Paraíso
Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O: A «Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também». C Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: A «Não temes a Deus, tu que foste condenado ao mesmo suplício? Nós recebemos o castigo das nossas más ações, pois fizemos o que devíamos, mas Ele nada fez de mal». C E acrescentou: A «Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza». C Jesus respondeu-lhe: ✠ «Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso».

Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito
C Era já quase meio-dia, quando as trevas cobriram toda a terra até às três horas da tarde, porque o sol se eclipsara. O véu do templo rasgou-se ao meio. E Jesus exclamou com voz forte: ✠ «Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito». C Dito isto, expirou.

Aqui ajoelha-se e faz-se uma breve pausa

C O centurião, vendo o que se passara, deu glória a Deus, dizendo: A «Realmente este homem era justo». C E toda a multidão que tinha assistido a este espetáculo, ao ver o que acontecera, regressava batendo no peito. Todos os que conheciam Jesus, bem como as mulheres que O tinham acompanhado desde a Galileia, permaneciam à distância, observando estas coisas.]

José depõe o corpo de Jesus num sepulcro escavado na rocha
Havia um homem chamado José, da cidade de Arimateia, que era membro do Sinédrio. Homem bom e justo, não tinha concordado com a decisão nem com o procedimento dos outros. Esperava o reino de Deus. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. E depois de o descer da cruz, envolveu-O num lençol e depositou-O num sepulcro escavado na rocha, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Era o dia da Preparação e começavam a brilhar as luzes do sábado. As mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia acompanharam José e observaram o sepulcro e a maneira como fora depositado o corpo de Jesus. Entretanto, regressaram e prepararam aromas e perfumes. No sábado guardaram o descanso, conforme o preceito. – Palavra da salvação.

Comentário ao Evangelho do dia

O relato da paixão é lido duas vezes no ano litúrgico: na Sexta-Feira Santa (sempre o Evangelho de São João) e no Domingo de Ramos (um dos outros três Evangelhos; este ano é proclamado o de São Lucas). O importante é que este relato nunca é “desmembrado” (salvo poucas e raras exceções) ao longo do ano, isto é, não é lido em partes, ora aqui, ora ali: por natureza, esta narração deve ser sempre feita na íntegra. E assim é: o acontecimento dramático da morte de Jesus é demasiado sagrado para poder ser dividido. Também a proclamação de hoje deveria ser escutada com grande recolhimento e, no final, nem sequer comentada, ainda que por meio da mais sábia homilia. Que se pode dizer de diferente ou de mais diante de Cristo que sofre, que Se oferece, que é torturado, que morre de amor entre dores atrozes? Nenhuma palavra humana, a não ser a prostração interior, pode enriquecer o relato da paixão. Entremos, pois, no ato salvífico do Senhor Jesus e reconheçamos que é somente por meio dele que todos somos salvos. E pensemos sempre que o motivo, a razão pela qual Jesus, o nosso Deus, fez isto, é o amor por nós.


Assinatura do Missalinho
Assinatura do Missalinho
Liturgia do Domingo: 10 de abril de 2022

Cosa troverai in questo articolo?