liturgia della domenica 16 giugno 2024

Editrice Shalom

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Autore: Editrice Shalom

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Liturgia do domingo: 16 de junho de 2024

Semeador

Textos retirados do Missalinho “Sobre a Tua Palavra” maio-junho de 2024

11.º domingo do Tempo Comum (B)
3.ª sem. salt.


PRIMEIRA LEITURA

Do livro do profeta Ezequiel (Ez 17,22-24)
Assim diz o Senhor Deus: «Eu próprio vou tomar um ramo do cimo do cedro, colhê-lo-ei da extremidade dos seus ramos e plantá-lo-ei sobre uma montanha alta e elevada; plantá-lo-ei no monte alto de Israel. Lançará ramos e dará fruto e tornar-se-á um cedro magnífico. Debaixo dele habitarão todas as aves e à sombra dos seus ramos repousarão todas as aves. E todas as árvores da floresta saberão que Eu sou o Senhor: humilho a árvore elevada e exalto a árvore humilde, faço secar a árvore verde e florescer a árvore seca. Eu, o Senhor, disse e farei». – Palavra do Senhor. 

Comentário à primeira leitura

As palavras de esperança do profeta Ezequiel ressoam mais do que nunca inesperadas no coração do povo de Israel, que se percebe cada vez mais como uma árvore cortada, destinada à esterilidade. Israel está exilado na Babilónia, já não tem um templo onde oferecer sacrifícios a Deus, já não tem uma terra prometida, já não tem diante de si uma perspetiva de vida futura. Resta apenas a memória das grandes obras de Deus, mas no presente não resta senão um cepo estéril, sem vida. Nesta experiência tão triste e resignada, o Senhor vem oferecer nova esperança ao seu povo: «Eu próprio vou tomar um ramo do cimo do cedro… e plantá-lo-ei no monte alto de Israel». Somos precisamente nós esse “ramo”; o profeta fala a nós e de nós, somos nós a parábola que o Senhor volta a contar, a nós e ao mundo inteiro, para devolver esperança a todos. Que o Senhor nos ajude a ler cada momento da nossa vida e da história que vivemos à luz do seu amor fiel, que faz nascer novamente folhas e frutos nos ramos das nossas árvores ressequidas, mesmo quando a esterilidade parece ser o único destino inevitável.


SEGUNDA LEITURA

Da segunda carta de São Paulo apóstolo aos Coríntios (2Cor 5,6-10)
Irmãos: estamos sempre cheios de confiança e sabemos que, enquanto habitamos neste corpo, vivemos exilados, longe do Senhor – caminhamos, de facto, pela fé e não pela visão –, e estamos cheios de confiança, preferindo deixar o nosso corpo para irmos habitar junto do Senhor. Por isso, quer permaneçamos neste corpo, quer o deixemos, esforçamo-nos por Lhe ser agradáveis. Todos nós devemos comparecer diante do tribunal de Cristo, para receber cada um a recompensa das obras realizadas enquanto estava no corpo, tanto boas como más. – Palavra do Senhor.

Comentário à segunda leitura

De que confiança fala o apóstolo Paulo? No contexto da segunda carta aos Coríntios que a liturgia nos oferece hoje, a confiança diz respeito ao desejo de «habitar junto do Senhor». Este desejo não nos distrai do presente; pelo contrário, faz-nos vivê-lo sabiamente, como espaço do nosso amadurecimento, tendo em vista «a recompensa das obras realizadas». Quando a meta é clara e temos a certeza de que a ajuda do Senhor precede todo o nosso empenho, então a viagem já não pode gerar qualquer angústia. Mais ainda: pode ser vivida na paz e na abertura aos irmãos e às irmãs que caminham connosco, sabendo bem que, embora vivamos todos «pela fé e não pela visão», somos uma terra amada e fecundada, prestes a germinar. No fim da vida, quando comparecermos diante de Cristo, seremos julgados pelo amor que iluminou a nossa existência aqui em baixo; por isso, o tempo presente, embora vivido no exílio, longe do Senhor, é o tempo da fé, da esperança e da caridade.


EVANGELHO DO DIA

Evangelho segundo São Marcos (Mc 4,26-34)
Naquele tempo, Jesus dizia [à multidão]: «O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme ou está acordado, de noite ou de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si primeiro o caule, depois a espiga e, por fim, o trigo maduro na espiga. E quando o trigo está maduro, logo ele mete a foice, porque já chegou o tempo da ceifa». Jesus dizia ainda: «A que havemos de comparar o reino de Deus? Com que parábola o havemos de apresentar? É como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é o mais pequeno de todas as sementes que há na terra. Mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo ramos tão grandes que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra». Com muitas parábolas como estas, Jesus pregava-lhes a palavra, conforme eram capazes de entender. E não lhes falava senão em parábolas; em particular, porém, explicava tudo aos seus discípulos. – Palavra da salvação.

Comentário ao Evangelho do dia

Há uma pequena semente, que pode ser confundida com a de um legume, mas que, depois de semeada, cresce em pouco tempo muito mais do que um legume e se torna um arbusto-árvore capaz de acolher o ninho das aves. Jesus semeia uma pequena semente e ela cresce desmedidamente, para além de toda a expectativa humana. O tempo presente é tempo de sementeira e o crescimento da semente é assegurado pelo Senhor. Como ensina Santo Inácio de Loyola, a cada cristão é pedido que aja como se tudo dependesse dele, sabendo, porém, que, na realidade, tudo depende de Deus. É esta a consciência que nos sustenta nas dificuldades de cada dia. Se a parábola da semente chama a atenção para o dinamismo da sementeira e para os mecanismos do crescimento que escapam ao nosso controlo, a do grão de mostarda torna-nos participantes da maravilha das dimensões desse crescimento. Esta atitude de maravilhamento deve ter sido certamente a da primeira comunidade cristã, que em apenas trinta ou quarenta anos alcançou os confins do Império Romano. Aquilo que Jesus percebia como esperança, os discípulos verificam como realidade presente e projetam-se para um futuro aparentemente de crescimento imparável.


Assinatura do Missalinho
Assinatura do Missalinho
Liturgia do domingo: 16 de junho de 2024

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