liturgia della domenica 18 agosto 2024

Editrice Shalom

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Autore: Editrice Shalom

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Liturgia do domingo: 18 de agosto de 2024

Jesus parte o pão

Textos retirados do Missalinho “Sobre a Tua Palavra” julho-agosto de 2024

20.º domingo do Tempo Comum (B) 
4.ª sem. salt.


PRIMEIRA LEITURA

Do livro dos Provérbios (Pr 9,1-6)
A Sabedoria construiu a sua casa e talhou as suas sete colunas. Abateu o seu gado, preparou o seu vinho e pôs a mesa. Enviou as suas servas a proclamar nos pontos mais altos da cidade: «Quem é inexperiente venha aqui!». E aos que não têm senso diz: «Vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que preparei. Deixai a inexperiência e vivereis; segui direito pelo caminho da inteligência». – Palavra do Senhor. 

Comentário à primeira leitura

Os livros sapienciais têm como objetivo oferecer apelos úteis para nos tornarmos prudentes e sabermos enfrentar a vida, procurando os caminhos certos e os percursos que conduzem à felicidade plena. Para além das exortações de homens sábios, estes textos bíblicos apresentam repetidamente o papel da Sabedoria, pensada como uma pessoa e indicada como esposa, mãe, mestra, rainha, arquiteta do mundo e muito mais. O texto em questão afirma que Ela construiu uma grande casa para receber muita gente. Como mulher ativa e interessada no bem dos homens, toma a iniciativa de convidar para o banquete, enviando as servas como missionárias. O almoço não é apresentado como um simples lanche, mas são oferecidos alimentos abundantes, comidos sem furtividade, como acontece nas reuniões dos malvados. Para além da imagem, pretende-se sugerir que são precisamente os inexperientes que precisam de saber como devem viver para não caírem no engano de propostas efémeras e também venenosas. E tudo o que essa Mulher especial oferece, isto é, os seus conselhos e sugestões, é muito precioso para uma vida bem vivida.  


SEGUNDA LEITURA

Da Carta de São Paulo Apóstolo aos Efésios (Ef 5,15-20)
Irmãos, prestai muita atenção à vossa maneira de viver, comportando-vos não como insensatos, mas como sábios, aproveitando bem o tempo, porque os dias são maus. Não sejais, portanto, imprudentes, mas procurai compreender qual é a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, que leva à desordem; enchei-vos antes do Espírito, falando uns com os outros com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando continuamente graças por tudo a Deus Pai, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. – Palavra do Senhor. 

Comentário à segunda leitura

O Apóstolo, como um bom pai, propõe alguns conselhos para uma autêntica vida cristã. Antes de mais, exorta a sermos sábios para descobrir a vontade de Deus, sem desperdiçar o tempo em ações pecaminosas, procurando resistir ao mal, uma vez que a vida reserva situações nada agradáveis. Como segundo conselho, Paulo convida a estarmos abertos à ação do Espírito Santo, para recebermos a plenitude dos dons que enchem a alma de graças especiais. O confronto entre o vinho e o Espírito permite compreender que este último não é algo vazio e inconsistente, mas produz também um benefício físico, ao contrário do vinho quando bebido em excesso. Como último conselho, concluindo tudo o que foi sugerido, o Apóstolo exorta à oração, sobretudo à oração comunitária, no desejo de nos reencontrarmos juntos como irmãos unidos a Deus. O conteúdo da oração não deve ser apenas de pedido, mas também de ação de graças pelo que recebemos. Tudo termina no louvor, no canto e na magnificência de Deus. São conselhos úteis não só para a Igreja de Éfeso, mas para todas as comunidades cristãs. 


EVANGELHO DO DIA

Evangelho segundo São João (Jo 6,51-58)
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo». Então, os judeus discutiam entre si: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?». Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram e morreram. Quem comer deste pão viverá eternamente». – Palavra do Senhor.

Comentário ao Evangelho do dia

Retomam-se os temas apresentados anteriormente. A novidade é a afirmação da necessidade de comer o pão celeste, que é a carne de Cristo, pela vida do mundo, associando também o tema de beber o seu sangue. Assim, o acolhimento de Cristo não se concretiza apenas na assimilação e interiorização da sua palavra, como alimento de vida, mas deve ser expresso também no comer e beber concretamente. Com efeito, quem não participa na Eucaristia não pode possuir aquela vida que só Jesus pode comunicar. Daqui resulta o vínculo íntimo entre a fé e o sacramento, que comunicam o mesmo efeito salvífico. O sacramento não pode prescindir da fé, e esta deve manifestar-se também através da participação ativa na ceia do Senhor. A vida que daí resulta caracteriza-se por uma união íntima e estreitíssima entre o fiel e Cristo, numa única morada recíproca. Esta vida tem origem no Pai, alcança Cristo e chega aos seus discípulos. Contra esta comunhão de vida, nada pode a morte, que já não consegue alcançar o crente. Por fim, somente em virtude desta comunhão de vida ininterrupta, mantida através da Eucaristia, Cristo ressuscitará os seus fiéis no último dia.


Assinatura do Missalinho
Assinatura do Missalinho
Liturgia do domingo: 18 de agosto de 2024

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