liturgia della domenica 18 ottobre 2020

Editrice Shalom

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Autore: Editrice Shalom

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Liturgia de domingo – 18 de outubro de 2020

Liturgia de domingo - 18 de outubro

29.º domingo do Tempo Comum (A)
Liturgia das horas 1.ª sem. salt.

Os comentários sobre a liturgia do dia foram retirados do Missalinho “Sobre a Tua Palavra” de setembro/outubro de 2020.

A frase do Evangelho «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» contém uma verdade que nos diz muito diretamente respeito: somos capazes de dar a Deus o lugar certo na nossa vida? Damos a Deus o que é de Deus? Dar a Deus o que é seu significa amar o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente (Mt 22,37), o que se concretiza no amor ao próximo.


PRIMEIRA LEITURA

Do livro do profeta Isaías (Is 45,1.4-6)
Assim fala o Senhor sobre o seu eleito, Ciro: «Tomei-o pela mão direita, para subjugar diante dele as nações, para desatar os cinturões dos reis, para abrir diante dele as portas, e nenhuma porta ficará fechada. Por amor de Jacob, meu servo, e de Israel, meu eleito, chamei-te pelo nome, dei-te um título, embora não me conhecesses. Eu sou o Senhor e não há outro; fora de mim não há Deus. Eu te cingi, embora não me conhecesses, para que saibam, do nascente ao poente, que nada existe fora de mim. Eu sou o Senhor e não há outro». Palavra do Senhor.

Comentário à primeira leitura

A tentação de se sentir o povo de Deus, o único, sempre esteve presente na consciência de Israel. Por vezes, ficou em segundo plano que a motivação última e definitiva para ser o Seu povo era incluir nesta eleição todos os outros povos da terra. Basta pensar na promessa feita por Deus a Abraão: «Em ti serão abençoadas todas as nações da terra» (cf. Génesis 12,3; 18,18; 26,4; 28,14). O profeta Isaías torna evidente esta bênção referindo-se a Ciro, rei da Pérsia. Israel está a viver a dramática experiência do exílio na Babilónia; os opressores tinham-no tratado sempre com muita dureza. A certa altura, Ciro consegue vencer a Babilónia e adota uma estratégia diferente para com os povos subjugados. Permite a Israel regressar à terra prometida e reconstruir o Templo. A compaixão de Deus pelo homem não conhece obstáculos. Até um rei que não conhece o Senhor pode tornar-se instrumento da sua salvação se obedecer à lei do amor inscrita em cada coração. O bem que vem de Deus percorre, por vezes, caminhos impensáveis.


SEGUNDA LEITURA

Da primeira carta de São Paulo Apóstolo aos Tessalonicenses (1Ts 1,1-5b)
Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses, que está em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: a graça e a paz estejam convosco. Damos sempre graças a Deus por todos vós, recordando-vos nas nossas orações e tendo continuamente presentes a atividade da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança no Senhor nosso Jesus Cristo, diante de Deus e nosso Pai. Sabemos bem, irmãos amados por Deus, que fostes escolhidos por Ele. Com efeito, o nosso Evangelho não chegou até vós somente por meio da palavra, mas também com o poder do Espírito Santo e com profunda convicção. Palavra do Senhor.

Comentário à segunda leitura

Estamos perante aquilo que é considerado, quase unanimemente pelos estudiosos, o texto mais antigo de todos os escritos do Novo Testamento. Precisamente por isso, podemos vislumbrar nele os primórdios da experiência cristã. Entreve-se, como em filigrana, toda a frescura da novidade trazida ao mundo por Jesus de Nazaré. É bonito ver que, desde o seu início, na carta, juntamente com Paulo, sejam também mencionados Timóteo e Silvano. A experiência cristã é, antes de mais, a experiência de uma fraternidade, de uma nova forma de estar juntos, em torno de Cristo, o Senhor crucificado e ressuscitado. A reflexão teológica desenvolveu, ao longo dos séculos, uma ideia aqui contida sob a forma de semente e elaborou aquilo a que se chama “virtudes teologais”, isto é: fé, esperança e caridade. Paulo dá graças ao Pai pela fé operante (não, portanto, algo feito de ideias bonitas e estéreis, mas algo que transforma a realidade), pela esperança firme (como não pensar no motivo recorrente do Papa Francisco: «Não vos deixeis roubar a esperança») e pela caridade exigente (porque o verdadeiro amor nunca é algo simples).


EVANGELHO DO DIA

Evangelho segundo São Mateus (Mt 22,15-21)
Naquele tempo, os fariseus reuniram-se em conselho para ver como haviam de surpreender Jesus nas suas palavras. Enviaram-Lhe os seus discípulos, juntamente com os herodianos, e disseram-Lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus. Não te deixas influenciar por ninguém, pois não olhas às aparências dos homens. Diz-nos, portanto, o teu parecer: É lícito ou não pagar tributo a César?». Jesus, conhecendo a sua malícia, respondeu: «Hipócritas! Porque me tentais? Mostrai-me a moeda do tributo». Eles apresentaram-Lhe um denário. Jesus perguntou-lhes: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César». Disse-lhes Jesus: «Então, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». Palavra da salvação.

Comentário ao Evangelho do dia

A liturgia faz-nos começar a leitura do Evangelho com a fórmula “naquele tempo”; a nós, que temos a graça de fazer quase uma lectio divina, compete-nos procurar saber de que tempo se está a falar. Tomemos o Evangelho de Mateus, no capítulo 22, e procuremos ver qual é o contexto imediato que explica a estranha aliança entre fariseus e herodianos. Tinha havido da parte de Jesus uma polémica, contada sob a forma de parábola: a do rei que oferece um banquete para as bodas do filho. Banquete que assistiu à deserção dos convidados e ao consequente convite para chamar todos os que se encontravam nas encruzilhadas das estradas, bons e maus, especifica o texto. É claro que esta parábola soava subversiva tanto para os fariseus, que se viam como aqueles convidados desertores, como para os herodianos, que mal suportavam a presença da figura de um rei dentro desta parábola. Quando se trata de tentar surpreender Jesus em falta, as forças do mal unem-se e tentam preparar-lhe uma armadilha. O ardil foi concebido na perfeição, mas não contavam com o estilo de Jesus que, mais do que dar respostas, faz surgir perguntas. A resposta nunca é pré-fabricada.


Assinatura do Missalinho
Liturgia de domingo – 18 de outubro de 2020

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