Liturgia della domenica: 26 ottobre 2025

Marco Shalom

Tempo di lettura: 4 min
Autore: Marco Shalom

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Textos extraídos do Missalinho «Sobre a Tua Palavra» setembro-outubro de 2025

30.º Domingo do Tempo Comum (C) – 2.ª sem. salt.

Primeira leitura

Do livro de Ben-Sirá (Sir 35,15b-17.20-22a)

O Senhor é juiz e para Ele não há aceção de pessoas.
Não é parcial em prejuízo do pobre e escuta a oração do oprimido.
Não despreza a súplica do órfão, nem a da viúva, quando se desabafa no lamento.
Quem o socorre é recebido com benevolência, a sua oração chega até às nuvens.
A oração do pobre atravessa as nuvens
nem se acalma enquanto ela não tiver chegado;
não desiste enquanto o Altíssimo não tiver intervindo
e dado satisfação aos justos
e restabelecido a equidade.

Palavra de Deus.

Comentário à primeira leitura

No domingo passado detivemo-nos na importância de rezar com insistência. Hoje, o texto de Ben-Sirá recorda-nos que Deus não olha para aquele de quem sobe a oração, mas é certo que a sua escala é diferente da nossa: Deus parte dos pequenos e dos pobres: «O Senhor é juiz e para Ele não há aceção de pessoas. Não é parcial em prejuízo do pobre e escuta a oração do oprimido… a sua oração chega até às nuvens…», como seremos também convidados a rezar na oração do salmo: «O pobre clama e o Senhor o escuta… liberta-o de todas as suas angústias».

Com efeito, a bem-aventurança do pobre não está no facto de ele ser pobre, mas no facto de Deus estar do seu lado, ouvir o seu clamor e o libertar no momento oportuno. Nisto consiste a sua bem-aventurança, que Jesus abraçou plenamente, para confundir os fortes e os poderosos e exaltar os humildes.

Segunda leitura

Da segunda carta de São Paulo Apóstolo a Timóteo (2Tm 4,6-8.16-18)

Meu filho, eu já estou a ser derramado em libação e chegou o momento de deixar esta vida. Combati o bom combate, terminei a corrida, conservei a fé. Resta-me agora a coroa da justiça que o Senhor, justo juiz, me entregará naquele dia; não só a mim, mas também a todos os que aguardaram com amor a sua manifestação. Na minha primeira defesa em tribunal, ninguém me assistiu; todos me abandonaram. Que isso não lhes seja levado em conta. O Senhor, porém, esteve comigo e deu-me força, para que eu pudesse levar a cabo o anúncio do Evangelho e todas as nações o ouvissem; e assim fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará de todo o mal e me levará a salvo para os céus, para o seu reino; a Ele a glória pelos séculos dos séculos. Ámen.

Palavra de Deus.


Comentário à segunda leitura

Paulo, depois de ter perseguido os cristãos, tornou-se testemunha do Evangelho de Jesus com a sua vida e a sua palavra. Perto do fim, escreve a Timóteo: «Já estou a ser derramado como libação e chegou o momento de eu deixar esta vida. Combati o bom combate, terminei a corrida, conservei a fé. Agora resta-me apenas a coroa». Se revisitarmos o caminho percorrido por Paulo, poderemos compreender quanto se deixou transformar, vivendo na presença de Deus: «O Senhor esteve comigo e deu-me força». Foi esta companhia consciente que deu a Paulo a força para enfrentar os desafios, certo de que o aguardaria a coroa da glória: «O Senhor há de livrar-me de todo o mal e levar-me a salvo para os céus». Um testemunho que interpela cada um de nós, ao perguntarmo-nos até que ponto a nossa vida é uma corrida em direção a Cristo ou, pelo contrário, uma azáfama atrás de coisas inúteis que não nos aproximam do Senhor.

 

Evangelho

Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 18,9-14)

Naquele tempo, Jesus disse ainda esta parábola para alguns que tinham a íntima presunção de serem justos e desprezavam os outros: «Dois homens subiram ao templo para rezar: um era fariseu e o outro publicano. O fariseu, de pé, rezava assim entre si: “Ó Deus, dou-Te graças porque não sou como os outros homens, ladrões, injustos, adúlteros, nem sequer como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo o que possuo”. O publicano, porém, mantendo-se à distância, nem sequer se atrevia a levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: “Ó Deus, tem piedade de mim, pecador”. Eu vos digo: este, ao contrário do outro, voltou para casa justificado, porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado».

Palavra do Senhor.

Comentário ao Evangelho

No passado domingo, Jesus, através da viúva, explicou-nos a importância de rezar incessantemente. Hoje é-nos sugerido que não basta «pedir», não basta rezar se este ato não nasce de um coração sincero: «Dois homens subiram ao templo para rezar: um era fariseu e o outro publicano». Aquilo que Jesus critica é a «presunção de sermos justos», de estarmos sempre do lado da razão: «O fariseu, de pé, rezava assim entre si: “Ó Deus, dou-Te graças porque não sou como os outros homens… nem sequer como este publicano”. O publicano, porém, mantendo-se à distância, nem sequer se atrevia a levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: “Ó Deus, tem piedade de mim, pecador”». Jesus concluirá dizendo que «este, ao contrário do outro, voltou para casa justificado». Antes de olharmos para fora de nós, aprendamos a olhar para dentro de nós, onde, no templo do nosso coração, há sempre um “fariseu” e um “publicano” que tentam rezar e orientar as nossas escolhas. A nós cabe escutar a melhor parte.

 


 



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