liturgia della domenica 28 gennaio 2024

Editrice Shalom

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Autore: Editrice Shalom

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Liturgia de domingo: 28 de janeiro de 2024

Jesus Cristo

Textos retirados do Missalinho «Sobre a Tua Palavra» janeiro-fevereiro de 2024

4.º domingo do Tempo Comum (B)
4.ª sem. salt.


PRIMEIRA LEITURA

Do livro do Deuteronómio (Dt 18,15-20)
Moisés falou ao povo, dizendo: «O Senhor, teu Deus, suscitará para ti, no meio de ti, entre os teus irmãos, um profeta como eu. A ele deveis escutar. Terás assim aquilo que pediste ao Senhor, teu Deus, no Horeb, no dia da assembleia, dizendo: “Não quero voltar a ouvir a voz do Senhor, meu Deus, nem voltar a ver este fogo tão grande, para não morrer”. O Senhor respondeu-me: “Está bem o que disseram. Suscitarei para eles, no meio dos seus irmãos, um profeta como tu; porei as minhas palavras na sua boca e ele lhes dirá tudo o que eu lhe ordenar. Se alguém não escutar as palavras que ele disser em meu nome, Eu próprio lhe pedirei contas. Mas o profeta que tiver a presunção de dizer em meu nome uma coisa que Eu não lhe ordenei, ou que falar em nome de outros deuses, esse profeta deverá morrer”». – Palavra do Senhor.

Comentário à primeira leitura

É singular o pedido do antigo povo de Israel: diante de Deus que se manifesta no monte Sinai entre relâmpagos e trovões, pede para não ter de lidar diretamente com Ele, mas para que a sua vontade seja apresentada por um representante seu, um homem normal, que possa explicar as coisas de Deus sem todos aqueles fenómenos estrondosos e perigosos. Pois bem, Deus ouve tal pedido e dá imediatamente um mediador desse tipo: Moisés. Porém, a história não termina aqui; Moisés anuncia logo que um mediador muito superior virá mais tarde e fala – embora sem o nomear – de Jesus. Ele será o verdadeiro e último intérprete da palavra de Deus, porque será a própria Palavra, será Deus feito homem, será o legislador que vem explicar pessoalmente a lei. Deus, portanto, é simultaneamente ponto final e mediador, como Jesus dirá de si mesmo: Eu sou a vida e a verdade, mas sou também o caminho para lá chegar. Não podem existir outros profetas e, se alguém vier proferir palavras de morte fazendo-se passar por mediador de Deus, morrerá com as suas palavras falsas.


SEGUNDA LEITURA

Da primeira carta de São Paulo apóstolo aos Coríntios (1Cor 7,32-35)
Irmãos, eu queria que vivêsseis sem preocupações: quem não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, com o modo de agradar ao Senhor; mas quem é casado preocupa-se com as coisas do mundo, com o modo de agradar à esposa, e encontra-se dividido! Assim, a mulher não casada, como a virgem, preocupa-se com as coisas do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito; mas a mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo, com o modo de agradar ao marido. Digo isto para vosso bem: não para vos lançar uma armadilha, mas para que vos comporteis dignamente e permaneçais fiéis ao Senhor, sem desvios. – Palavra do Senhor.

Comentário à segunda leitura

Parece, aqui, que São Paulo prefere a condição da virgindade à do matrimónio. Com efeito, diz da virgem que vive inteiramente para Deus, para agradar somente a Ele, enquanto a mulher casada (e também o marido, evidentemente), tendo de agradar tanto a Deus como ao cônjuge, encontra-se dividida, porque, para ser agradável ao marido, deve preocupar-se também com as coisas do mundo. Como são as coisas? Falando objetivamente, a condição virginal facilita a espiritualidade, porque permite não ter de se preocupar demasiado com a materialidade da vida e dedicar-se somente a Deus; mas, subjetivamente, a santidade não depende do estado de vida, mas da caridade. Portanto, uma mulher casada pode ser muito mais santa do que uma religiosa de clausura, se viver melhor do que ela a dedicação total a Deus, mesmo estando imersa na realidade da família. Aliás, uma vocação pode ajudar a outra: a religiosa será um exemplo para os casados no que diz respeito ao primado de Deus; a mulher casada ajudará a virgem consagrada a superar os pequenos fechamentos interiores, dando-lhe o exemplo de uma vida totalmente oferecida.


EVANGELHO DO DIA

Evangelho segundo São Marcos (Mc 1,21-28)
Naquele tempo, Jesus entrou, num sábado, na sinagoga [em Cafarnaum,] e começou a ensinar. Todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se então na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus!». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente e soltando um forte grito, saiu dele. Ficaram todos tão admirados que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia. – Palavra do Senhor.

Comentário ao Evangelho do dia

O início da vida pública de Jesus foi a irrupção de um poder extraordinário no tempo e na história. Curava os doentes num instante, com um simples movimento da sua vontade, expulsava os demónios com a força da sua palavra, dominava os ventos e os mares, falava com autoridade. Não é de admirar que todos corressem até Ele para O conhecer, se fazerem tratar e aprenderem as coisas novas que ensinava. Era necessário este começo para “despertar” os homens sonolentos e preguiçosos. Mas, com os homens, também os demónios despertaram; ao vê-Lo, agitavam-se e gritavam. Ao ler o Evangelho, ficamos admirados com a quantidade de possessos que havia então na Palestina: quase em todas as páginas aparece um! Na realidade, os demónios não acorreram todos à Palestina no tempo de Cristo; foi a sua presença que revelou aqueles que já lá estavam. Onde chega a luz, as trevas declaram a sua derrota; onde está Jesus, o demónio já não consegue permanecer escondido. Isto é sempre verdade. A prova da existência do diabo, ainda hoje, não são os exorcistas, mas os santos: onde há um santo, o demónio não resiste; tenta derrotá-lo, mas não consegue e, no fim, tem de se ir embora.


Assinatura do Missalinho
Assinatura do Missalinho

Liturgia de domingo: 28 de janeiro de 2024

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