liturgia della domenica 28 maggio 2023

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 14 min
Autore: Editrice Shalom

Cosa troverai in questo articolo?

Liturgia de domingo: 28 de maio de 2023

Pentecostes

Textos retirados do Missal “Sobre a Tua Palavra” maio-junho de 2023

Domingo de Pentecostes (solenidade) (A)
própria


Missa vespertina com a celebração da vigília prolongada

PRIMEIRA LEITURA

Do livro do Génesis (Gn 11, 1-9)
Toda a terra tinha uma só língua e as mesmas palavras. Ao emigrar do Oriente, os homens encontraram uma planície na região de Senaar e aí se estabeleceram. Disseram uns aos outros: «Vamos fazer tijolos e cozê-los no fogo». O tijolo serviu-lhes de pedra e o betume de argamassa. Depois disseram: «Vamos construir uma cidade e uma torre cujo cimo toque no céu e vamos tornar célebre o nosso nome, para não nos dispersarmos por toda a terra». Mas o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens estavam a construir. O Senhor disse: «Eis que são um só povo e têm todos uma só língua; isto é apenas o começo da sua obra, e agora nada do que projetarem fazer lhes será impossível. Vamos descer e confundir a sua língua, para que não compreendam a língua uns dos outros». O Senhor dispersou-os dali por toda a terra e eles cessaram de construir a cidade. Por isso lhe deram o nome de Babel, porque foi ali que o Senhor confundiu a língua de toda a terra e foi dali que o Senhor os dispersou por toda a terra. – Palavra do Senhor.

Comentário à primeira leitura

Os homens, que falam uma só língua, querem construir uma grande cidade e uma torre cujo cimo toque no céu. Até aqui, nada de mal. O problema surge na motivação que é declarada logo de seguida: «Vamos tornar célebre o nosso nome». Na realidade, os homens já tinham um nome, o de filhos de Deus, mas tinham perdido a docilidade, a confiança e o espírito de obediência. Querem fazer tudo sozinhos. Por isso, Deus desce e decide “confundir as suas línguas”. Isto não é um castigo; pelo contrário, é a condição para reencontrar mais tarde o espírito de unidade do único modo verdadeiro: voltar a sentir-se filhos de Deus, dóceis e santos, sob a ação do Espírito Santo. Podemos, sim, ser um só povo, mas só podemos encontrar esta dimensão na Igreja, onde somos todos irmãos e todos filhos de um só Pai. Então, sim, as diferentes línguas encontrarão um verdadeiro acordo, e os povos superarão as barreiras para se tornarem um só povo, o povo de Deus, isto é, a Igreja. Este é o nosso tempo e também o nosso compromisso: amarmo-nos uns aos outros e reconhecermo-nos filhos de um só Pai em Cristo Jesus.


SEGUNDA LEITURA

Do livro do Êxodo (Ex 19,3-8a.16-20b)
Naqueles dias, Moisés subiu até junto de Deus e o Senhor chamou-o do monte, dizendo: «Isto dirás à casa de Jacob e anunciarás aos filhos de Israel: “Vós próprios vistes o que fiz ao Egito e como vos levei sobre asas de águias e vos trouxe até Mim. Agora, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade particular entre todos os povos; porque toda a terra é minha! Sereis para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa”. Estas são as palavras que dirás aos filhos de Israel». Moisés foi chamar os anciãos do povo e transmitiu-lhes todas estas palavras, como o Senhor lhe tinha ordenado. Todo o povo respondeu em conjunto: «Tudo o que o Senhor disse, nós o faremos!». Ao terceiro dia, de manhã cedo, houve trovões e relâmpagos, uma nuvem espessa sobre o monte e um som muito forte de trombeta: todo o povo que estava no acampamento estremeceu de medo. Então Moisés fez sair o povo do acampamento ao encontro de Deus. Eles ficaram de pé ao sopé do monte. O monte Sinai estava todo envolto em fumo, porque o Senhor tinha descido sobre ele no fogo; o fumo subia como o fumo de uma fornalha e todo o monte tremia violentamente. O som da trombeta tornava-se cada vez mais forte: Moisés falava e Deus respondia-lhe com uma voz. O Senhor desceu então sobre o monte Sinai, no cimo do monte, e o Senhor chamou Moisés ao cimo do monte. – Palavra do Senhor.

Comentário à segunda leitura

Nesta passagem do Êxodo descreve-se uma das cenas mais importantes da viagem de Israel pelo deserto em direção à Terra Prometida: Deus chama Moisés ao monte para receber as tábuas da Lei. A cena é grandiosa: o monte, que exala fumo e fogo, «tremia violentamente». A partir desse momento, ao receber o dom do Decálogo, Israel torna-se verdadeiramente um povo, com a sua “carta constitucional” e uma identidade bem definida. Este acontecimento prefigura o futuro Pentecostes: desce o fogo do alto, Deus oferece a nova lei, já não escrita em tábuas de pedra, mas nos corações dos homens. Constitui-se o novo povo, o novo Israel, que é a Igreja. As duas cenas estão, portanto, relacionadas, e é justo que no dia de Pentecostes meditemos no facto de a antiga Lei ser substituída pela nova, oferecida do mesmo modo ao novo povo. A lei vem, portanto, do alto, constitui-nos como Igreja, faz-nos caminhar segundo as orientações de Deus e guia-nos no reino dos céus. Meditemos, então, sobre a identidade que recebemos no dia de Pentecostes: aí nascemos como Igreja e como verdadeiro povo de Deus.


TERCEIRA LEITURA

Do livro do profeta Ezequiel (Ez 37,1-14)
Naqueles dias, a mão do Senhor pousou sobre mim e o Senhor levou-me em espírito e colocou-me no meio de uma planície que estava cheia de ossos; fez-me passar junto deles, em todas as direções. Vi que eram em quantidade enorme, espalhados pela planície, e estavam completamente secos. Disse-me: «Filho do homem, poderão estes ossos voltar à vida?». Eu respondi: «Senhor Deus, só Vós o sabeis». Ele replicou: «Profetiza sobre estes ossos e anuncia-lhes: “Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor. Assim fala o Senhor Deus a estes ossos: Vou introduzir em vós o espírito e vivereis. Vou cobrir-vos de nervos, fazer crescer carne sobre vós, estender sobre vós a pele e introduzir em vós o espírito, para que vivais. E sabereis que Eu sou o Senhor”». Eu profetizei conforme me foi ordenado; enquanto profetizava, ouvi um rumor e vi um movimento entre os ossos, que se aproximavam uns dos outros, cada um do seu correspondente. Olhei e vi que apareceram sobre eles os nervos; a carne crescia e a pele os cobria, mas não havia espírito neles. Ele acrescentou: «Profetiza ao espírito, profetiza, filho do homem, e anuncia ao espírito: “Assim fala o Senhor Deus: Espírito, vem dos quatro ventos e sopra sobre estes mortos, para que vivam”». Eu profetizei conforme me tinha ordenado e o espírito entrou neles: voltaram à vida e puseram-se de pé. Era um exército muito numeroso. Disse-me: «Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eles dizem: “Os nossos ossos estão ressequidos, a nossa esperança desvaneceu-se, estamos perdidos”. Por isso, profetiza e anuncia-lhes: “Assim fala o Senhor Deus: Vou abrir os vossos túmulos, fazer-vos sair das vossas sepulturas, ó meu povo, e levar-vos de novo para a terra de Israel. Reconhecereis que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e vos fizer sair das vossas sepulturas, ó meu povo. Introduzirei em vós o meu espírito e vivereis; hei de estabelecer-vos na vossa terra. Sabereis que Eu sou o Senhor. Eu o disse e hei de realizá-lo”». Oráculo do Senhor Deus. – Palavra do Senhor.

Comentário à terceira leitura

O significado da grandiosa visão de Ezequiel é duplo. O primeiro diz respeito ao espírito de coragem que é de novo infundido num povo que, durante o exílio na Babilónia, se sente perdido, sem terra, sem culto, sem identidade. Não, diz Ezequiel: Deus fará reviver cadáveres que parecem mortos (isto é, sem esperança) e os israelitas, finalmente purificados pela penitência, voltarão como antes à sua terra. Depois acontecerá que não conseguirão permanecer fiéis, mas isso é outro assunto, que nos abre à segunda perspetiva: o verdadeiro renascimento, a verdadeira ressurreição, não é simplesmente o regresso histórico à Terra Santa, mas um nascimento para uma vida nova, isto é, a grande novidade do Espírito Santo infundido nos nossos corações. No horizonte está também a ressurreição dos mortos, que aconteceu primeiro com Cristo, mas acontecerá para todos no fim dos tempos. Já agora possuímos o penhor do Espírito Santo, «para sermos santos e irrepreensíveis» (Ef 1,4) nesta vida terrena e, se vivermos no Espírito, os nossos corpos ressuscitarão no fim para a vida bem-aventurada do céu.


QUARTA LEITURA

Do livro do profeta Joel (Jl 3,1-5)
Assim fala o Senhor: «Derramarei o meu espírito sobre todo o homem e os vossos filhos e filhas serão profetas; os vossos anciãos terão sonhos e os vossos jovens terão visões. Também sobre os servos e as servas derramarei o meu espírito nesses dias. Farei aparecer prodígios no céu e na terra, sangue, fogo e colunas de fumo. O sol converter-se-á em trevas e a lua em sangue, antes que venha o dia do Senhor, grande e terrível. E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, porque no monte Sião e em Jerusalém estará a salvação, como disse o Senhor, e entre os sobreviventes estarão aqueles que o Senhor tiver chamado». – Palavra do Senhor.

Comentário à quarta leitura

Esta visão do profeta Joel não parece referir-se diretamente ao Pentecostes, porque se diz que Deus derramará o seu espírito sobre todo o homem e, para sublinhar esta totalidade, afirma-se que também os servos - pessoas a quem não era permitido pedir nada - receberão o espírito. Deus derramará, portanto, esse espírito sobre todos os homens, mas sabemos que o Espírito Santo é dado àqueles que o pedem, através do sacramento do Batismo ou dos outros sacramentos. Aqui entende-se, então, um dom de conhecimento para todos os homens, independentemente do seu acolhimento. Pode entender-se que Deus dará a todos o espírito capaz de conhecer Cristo; todos saberão que em Jesus Deus se revelou como salvador, em Jesus é comunicada a vida divina. Todos o saberão; se não através de um anúncio exterior, ouvi-lo-ão pela voz do coração, porque Deus não permite que os homens permaneçam na ignorância acerca d’Ele próprio. Eis, então, que, conhecido Deus como salvador, basta invocar o seu nome para ser salvo, basta realizar um ato sincero de fé n’Ele.


EPÍSTOLA

Da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos (Rm 8,22-27)
Irmãos, sabemos que toda a criação geme e sofre as dores do parto até ao presente. E não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adoção filial e a redenção do nosso corpo. É na esperança que fomos salvos. Ora, uma esperança que se vê não é esperança. Quem é que espera pelo que já vê? Mas, se esperamos o que não vemos, aguardamos com perseverança. Também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos que havemos de pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. E Aquele que penetra os corações conhece as aspirações do Espírito, porque é segundo Deus que o Espírito intercede pelos santos. – Palavra do Senhor.

Comentário à epístola

Quando recebemos o Espírito Santo no Batismo e continuamente na santa Comunhão, toda a criação exterior se volta para nós, suplicando que também ela seja salva. Não a ouvimos, porque nos parece que o Espírito Santo que nos é dado diz respeito apenas à nossa relação pessoal com Deus, como se os outros fossem excluídos. Mas Deus é comunhão perfeita, Deus é caridade, Ele quer que todos sejam salvos. E o que devemos fazer para “salvar” a criação? Amá-la. Amando tudo o que nos rodeia, assumimos em nós as coisas amadas, tornamo-las nossas e, se Deus nos “assume” em Si, também acolhe tudo o que encontra em nós. Deste modo, podemos participar na salvação do mundo e dos irmãos. O Espírito Santo coloca os nossos corações numa condição quase impossível: participamos na salvação do mundo! Isto exige de nós um grande empenho, mas não tenhamos medo: Deus fará com que amemos de um modo novo e total, de tal maneira que possamos amar até os inimigos. O compromisso do cristão é, portanto, o próprio compromisso de Deus: amar sem medida, até as cruzes da vida.


EVANGELHO DO DIA

Evangelho segundo São João (Jo 7,37-39)
No último dia, o mais solene da festa, Jesus estava de pé e exclamou: «Se alguém tem sede, venha a Mim; e quem acredita em Mim, que beba. Como diz a Escritura: “Do seu íntimo brotarão rios de água viva”». Referia-se ao Espírito que haviam de receber os que acreditassem n’Ele. O Espírito ainda não tinha vindo, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado. – Palavra da salvação.

Comentário ao Evangelho do dia

Habitualmente, o Espírito Santo é representado como fogo e, de facto, no Pentecostes o Espírito desce sobre os apóstolos sob a forma de línguas de fogo, razão pela qual se fala frequentemente do “fogo do Espírito”. Desta vez, porém, é representado pela água, como sublinha o Evangelista: «Referia-se ao Espírito». Em si mesmo, o Espírito Santo não é fogo nem água, mas estes elementos da natureza descrevem a ação da graça: enquanto o fogo purifica e aquece, a água mata a sede e dá vida; sem água não se vive (sem fogo, pelo contrário, sim). O símbolo é, portanto, claro: não é possível viver a vida, a verdadeira, a eterna, sem ter em si o Espírito de Deus. Ao mesmo tempo, a água lava, remove a sujidade e refresca os membros aquecidos. Receber o Espírito Santo significa, portanto, ser purificado dos pecados e entrar na vida eterna. E tudo isto depende de Jesus: «Quem tem sede venha a Mim». Não devemos ir ter com outra pessoa, porque foi Ele que no-lo obteve com o seu sacrifício da cruz e o seu amor pelos homens. «O Pai dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem» (Lc 11,13). O Espírito deve, portanto, ser pedido! Não age automaticamente; é preciso querê-lo.


Na Missa do dia

PRIMEIRA LEITURA

Dos Atos dos Apóstolos (At 2,1-11)
Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Apareceram-lhes línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem. Residiam em Jerusalém judeus piedosos, procedentes de todas as nações que há debaixo do céu. Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua. Atónitos e maravilhados, diziam: «Não são todos galileus os que falam? Então, como é que os ouvimos falar na nossa própria língua? Partos, medos e elamitas; habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia próximas de Cirene; forasteiros de Roma, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus». – Palavra do Senhor.

Comentário à primeira leitura

O primeiro efeito do Espírito Santo é a “glossolalia”, isto é, a capacidade de falar outras línguas. Pode parecer estranho, até porque hoje este fenómeno já não acontece: se alguém for batizado, não começa subitamente a falar dez ou vinte línguas novas. E, no entanto, este foi o primeiro efeito imediato do Pentecostes: a palavra dita em aramaico (a língua dos apóstolos) era compreendida por pessoas de outras nacionalidades. Diz-se o mesmo de Padre Pio: um alemão que se confessou com ele testemunhou que o padre falava alemão, mas, na realidade, ele não conhecia de todo essa língua: falou em italiano e o alemão entendeu em alemão. O Espírito Santo faz, portanto, compreender as palavras divinas para além das capacidades daquele que fala. Esta é a força do Evangelho, anunciado com franqueza: chega aos corações e toca-os, porque a alma entende a linguagem de Deus, tendo sido criada por Ele. O santo Cura d’Ars gaguejava, mas convertia; talvez um grande sábio, mas não santo e cheio de si, diga coisas elevadas, mas não aqueça os corações: não fala segundo o Espírito. A linguagem de Deus é a do amor e todos a compreendem imediatamente: eis o efeito do Pentecostes.


SEGUNDA LEITURA

Da primeira Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios (1Cor 12,3b-7.12-13)
Irmãos, ninguém pode dizer: «Jesus é o Senhor», a não ser pela ação do Espírito Santo. Há diversidade de dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo; há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum. Assim como o corpo é um só e tem muitos membros e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim também sucede com Cristo. Na verdade, todos nós fomos batizados num só Espírito, para constituirmos um só corpo. Judeus e gregos, escravos e homens livres, todos bebemos de um só Espírito. – Palavra do Senhor.

Comentário à segunda leitura

O Espírito Santo tem a extraordinária capacidade de compor coisas diferentes na unidade, de modo que tudo funcione maravilhosamente sem conflitos entre as partes. São Paulo dá o exemplo do corpo humano, mas também podemos usar a orquestra como comparação. Nela há muitos instrumentos: violinos, trompetes, flautas, piano, etc. Cada um toca uma parte diferente que, tomada isoladamente, seria parcial, pobre, talvez até monótona. Cada um deve estudar a sua parte o melhor possível e, ao mesmo tempo, esperar que também os outros toquem a sua partitura na perfeição. O violino não inveja o oboé, o fagote não inveja o violoncelo: já está demasiado ocupado a considerar o que tem de fazer. Depois, no momento da junção… maravilha das maravilhas: o som que resulta do conjunto é algo inimaginável para cada instrumento isolado. Nós somos os músicos; a partitura foi escrita por Deus, e o maestro é a santa Igreja, que deve dirigir e coordenar. O som, a melodia final, é a voz do Espírito Santo, que é o Amor. Mas todos são necessários!


EVANGELHO DO DIA

Evangelho segundo São João (Jo 20,19-23)
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, por medo dos judeus, Jesus veio, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco! Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». – Palavra da salvação.

Comentário ao Evangelho do dia

Em São João, o Pentecostes não é descrito como nos Atos dos Apóstolos, com as línguas de fogo que pousam sobre cada um dos apóstolos reunidos no cenáculo. No autor do quarto Evangelho, o dom do Espírito Santo acontece por ação direta de Cristo, algo que não aparece na descrição clássica do Pentecostes em São Lucas. É claro que Jesus também está presente no momento representado pelo fogo que desce do alto, mas em João manifesta-se melhor o dom que não vem tanto do “alto”, mas do próprio Senhor Jesus, pessoalmente. Os momentos (em Lucas e em João) aconteceram ambos, não há qualquer erro: simplesmente, este dom do Espírito aos apóstolos significa a transmissão direta do poder sacerdotal de perdoar os pecados. Nenhum homem pode tirar um pecado a outro homem; só o Espírito Santo o faz. Os apóstolos participam, portanto, desta prerrogativa, que é própria de Deus, recebendo de Deus o seu Espírito, que é “soprado”, dado e transmitido como verdadeira substância do Senhor depois da sua ressurreição. O Espírito Santo é o Amor do Pai e do Filho: o perdão dos pecados é, portanto, um ato de amor divino, verdadeira força do Pentecostes.



Assinatura do Missal
Liturgia de domingo: 28 de maio de 2023

Cosa troverai in questo articolo?