liturgia della domenica 29 ottobre 2023

Editrice Shalom

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Autore: Editrice Shalom

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Liturgia do domingo: 29 de outubro de 2023

Sagrado Coração de Jesus

Textos retirados do Missalinho «Sobre a Tua Palavra» setembro-outubro de 2023

30.º domingo do Tempo Comum (A)
2.ª sem. salt.


PRIMEIRA LEITURA

Do livro do Êxodo (Ex 22,20-26)
Assim diz o Senhor: «Não maltratarás nem oprimirás o estrangeiro, pois vós fostes estrangeiros na terra do Egito. Não maltratarás a viúva nem o órfão. Se o maltratares, quando ele clamar por mim, escutarei o seu clamor, a minha ira se inflamará e vos farei morrer à espada: as vossas mulheres ficarão viúvas e os vossos filhos órfãos. Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, ao pobre que vive junto de ti, não procederás com ele como um usurário: não lhe imporás juros. Se tomares como penhor o manto do teu próximo, devolver-lho-ás antes do pôr do sol, porque é a sua única cobertura, é o manto com que cobre a pele; como poderia ele dormir sem se cobrir? Se ele clamar por mim, escutá-lo-ei, porque sou compassivo». – Palavra do Senhor.

Comentário à primeira leitura

As leis relativas à caridade já tinham sido cuidadosamente definidas por Deus no Antigo Testamento. A razão está no facto de que, desde sempre, o amor fascinou o ser humano, mas muitas vezes foi mal compreendido. Por isso, Deus dá indicações tão precisas e claras sobre a forma de nos comportarmos para com os outros e esclarece o que significa realmente amar alguém. O empréstimo, o respeito e o acolhimento dos mais necessitados são formas concretas de encarnar o amor pelo próximo. Só quando se vive com esta disposição interior, continuamente e concretamente atentos às necessidades dos outros, é que se ama verdadeiramente. Caso contrário, iludimo-nos pensando viver uma religiosidade que, na realidade, é apenas descomprometimento perante os verdadeiros problemas do mundo. Para quantos, ainda hoje, a fé é algo abstrato e intimista? Deus, pelo contrário, «provoca-nos» continuamente a cuidar dos outros.


SEGUNDA LEITURA

Da primeira carta de São Paulo apóstolo aos Tessalonicenses (1Ts 1,5c-10)
Irmãos, bem sabeis como procedemos no meio de vós, para vosso bem. E vós seguistes o nosso exemplo e o do Senhor, acolhendo a Palavra no meio de grandes tribulações, com a alegria do Espírito Santo, tornando-vos modelo para todos os crentes da Macedónia e da Acaia. Com efeito, por vosso intermédio, a palavra do Senhor ressoou não só na Macedónia e na Acaia, mas a vossa fé em Deus tornou-se conhecida por toda a parte, de tal modo que não precisamos de dizer mais nada. São eles próprios que contam como fomos recebidos entre vós e como vos convertestes dos ídolos a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e esperardes dos céus o seu Filho, que Ele ressuscitou dos mortos, Jesus, que nos livra da ira que há de vir. – Palavra do Senhor.

Comentário à segunda leitura

Nesta passagem bíblica podemos ver uma aplicação concreta do mandamento do amor numa das primeiras comunidades cristãs. São Paulo escreve aos Tessalonicenses, dando-lhes a entender que, embora os conheça há pouco tempo, os aprecia e os leva com carinho no coração. Por isso, apresenta-os como modelo para todos os crentes da Macedónia e da Acaia. É claro que não faltam fraquezas e dificuldades naquela comunidade recentemente fundada, mas o amor tudo supera, tudo renova, tudo vence: o amor de quem, consciente dos próprios limites, segue docilmente as palavras de Cristo, Mestre divino, transmitidas através de um seu fiel discípulo. O ensinamento que retiramos da experiência dos Tessalonicenses, comum a toda a autêntica comunidade cristã, é que o amor pelo próximo nasce da escuta dócil da palavra de Deus. É um amor que aceita também duras provas pela verdade da palavra divina e, precisamente assim, o amor autêntico cresce e a fé resplandece em todo o seu esplendor. Como é importante, então, escutar a Palavra e encarná-la na existência pessoal e comunitária!


EVANGELHO DO DIA

Evangelho segundo São Mateus (Mt 22,34-40)
Naquele tempo, os fariseus, ouvindo dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus, reuniram-se e um deles, que era doutor da Lei, perguntou-Lhe para O pôr à prova: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?». Jesus respondeu-lhe: «“Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento”. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo, porém, é semelhante a este: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas». – Palavra do Senhor.

Comentário ao Evangelho do dia

O Evangelho de hoje recorda-nos que toda a lei divina se resume no amor a Deus e ao próximo. São inseparáveis e complementares, são as duas faces da mesma moeda. Não se pode amar Deus sem amar o próximo, nem se pode amar o próximo sem amar Deus. Com efeito, o sinal visível que o cristão pode mostrar para testemunhar ao mundo e aos outros o amor a Deus é o amor pelos irmãos. O mandamento do amor a Deus e ao próximo é o primeiro, não porque esteja no topo da lista dos mandamentos, mas porque é o seu centro, o coração de onde tudo deve partir e ao qual tudo deve regressar e fazer referência. Agora, à luz desta palavra de Jesus, o amor é a medida da fé e a fé é a alma do amor. No meio da densa selva de preceitos e prescrições – dos legalismos de ontem e de hoje –, Jesus abre uma brecha que permite vislumbrar dois rostos: o rosto do Pai e o do irmão, que no fim são um só rosto, o de Deus, que se reflete em tantos rostos, porque no rosto de cada irmão, especialmente do mais pequeno, frágil, indefeso e necessitado, está presente a própria imagem de Deus. E deveríamos perguntar-nos, quando encontramos um destes irmãos, se somos capazes de reconhecer nele o rosto de Deus.


Assinatura do Missalinho
Assinatura do Missalinho

Liturgia do domingo: 29 de outubro de 2023

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