liturgia della domenica 29 ottobre 2024

Editrice Shalom

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Autore: Editrice Shalom

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Liturgia de domingo: 27 de outubro de 2024

Cura do cego

Textos retirados do Missal “Na Tua Palavra” setembro-outubro de 2024

30.º domingo do Tempo Comum (B)
2.ª sem. salt.


PRIMEIRA LEITURA

Do livro do profeta Jeremias (Jr 31,7-9)
Assim diz o Senhor: «Entoai cânticos de alegria por Jacob, exultai por causa da primeira das nações, fazei ouvir os vossos louvores e dizei: “O Senhor salvou o seu povo, o resto de Israel”. Eis que os reconduzo da terra do Norte e os reúno dos confins da terra; entre eles vêm o cego e o coxo, a mulher grávida e a parturiente: hão de voltar para aqui em grande multidão. Partiram em lágrimas, mas Eu hei de trazê-los no meio das consolações; hei de conduzi-los a cursos de água, por um caminho plano em que não tropeçarão, porque Eu sou um pai para Israel e Efraim é o meu primogénito». – Palavra do Senhor.

Comentário à primeira leitura

O exílio e a deportação para uma terra estrangeira são sempre vistos, na linguagem bíblica, como um castigo. O termo, porém, é positivo se for verdade que a punição serve para corrigir, que nos é dada por uma pessoa que nos ama (o progenitor em relação aos filhos) e que quer o nosso verdadeiro bem. E Deus é realmente um progenitor, como afirma hoje a leitura do profeta Jeremias: «Eu sou um pai para Israel». Nunca podemos duvidar da bondade do Pai que está nos céus: Ele criou por amor o céu e a terra, criou-nos a nós, homens, por amor e, por amor, “inventou” a sublime ideia da encarnação do Verbo para nos tirar das trevas do pecado e da separação d’Ele. Por isso, mesmo quando podemos sentir o céu fechado e nos parece que Deus nos abandonou, devemos fazer ressoar no nosso coração e afirmar com toda a fé possível e imaginável que o nosso Deus se chama Pai e, por isso, cuida de nós, filhos necessitados. Diante da bondade do Pai, dizia Santa Teresa do Menino Jesus, «não há senão calar, chorar de reconhecimento e de amor».


SEGUNDA LEITURA

Da Epístola aos Hebreus (Heb 5,1-6)
Todo o sumo sacerdote é escolhido de entre os homens e constituído em favor dos homens nas coisas que dizem respeito a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Ele é capaz de se compadecer justamente dos que ignoram e erram, porque também ele está revestido de fraqueza. Por causa dela, deve oferecer sacrifícios pelos pecados, tanto por si mesmo como pelo povo. Ninguém atribui a si próprio esta honra, senão aquele que é chamado por Deus, como Aarão. Assim também Cristo não Se atribuiu a Si mesmo a glória de Se tornar sumo sacerdote, mas concedeu-Lha Aquele que Lhe disse: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei», como também diz noutro lugar: «Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec». – Palavra do Senhor.

Comentário à segunda leitura

O que significa ser sacerdote na Igreja? Significa oferecer ao Pai o corpo sacrificado do Filho, apresentá-Lo a Ele para suplicar a libertação do mal, tornar presente no mundo o dom sublime da salvação e o ato reparador de Cristo. Entrando assim no mistério trinitário, Deus pede-nos depois que vivamos a Sua própria vida, alimentando-nos do Seu santíssimo corpo. Aqueles que são chamados ao serviço do altar identificam-se plenamente com a sua missão, “desaparecem” dentro do seu papel, tornam Cristo presente no mundo e continuam depois a sua Missa durante o dia, praticando atos de caridade com as pessoas que lhes estão confiadas. Jesus, sumo sacerdote, torna-Se presente nos nossos sacerdotes, desde o Papa até ao último pároco de aldeia, porque foi assim que Ele quis. Embora sendo Deus, fez-Se homem e compadece-Se das nossas fraquezas melhor do que qualquer outra pessoa e, com a Missa, tudo encontra o seu cumprimento, dado que Ele próprio nos apresenta ao Pai, lavados no Seu sangue precioso. Como não confiar n’Ele, como não correr para os Seus braços, lançando para longe de nós toda a preocupação e qualquer outro pensamento?


EVANGELHO DO DIA

Evangelho segundo São Marcos (Mc 10,46-52)
Naquele tempo, quando Jesus saía de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava à beira do caminho, a mendigar, o cego Bartimeu, filho de Timeu. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!». Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava ainda mais: «Filho de David, tem piedade de mim!». Jesus parou e disse: «Chamai-o». Chamaram o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?». O cego respondeu-Lhe: «Mestre, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vai, a tua fé te salvou». Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho. – Palavra do Senhor.

Comentário ao Evangelho do dia

Jericó era uma cidade histórica para Israel. Todos os israelitas recordavam bem o episódio ocorrido séculos antes da vinda do Senhor: na conquista da Terra Santa, depois dos quarenta anos no deserto, Josué tomou a cidade considerada inexpugnável com um simples toque de trombeta. Assim, o poder de Deus manifestou-se ao fazer ruir muralhas fortificadas num só instante; aqui, Jesus, novamente em Jericó, abre os olhos a um cego. Jericó é a cidade das grandes intervenções do Salvador, para que primeiro os homens vivam na terra prometida (Josué) e depois abram os olhos para a realidade divina (Bartimeu). A cegueira é símbolo da falta de fé e das trevas interiores; uma vez derrubado o muro e tendo Bartimeu visto de repente o rosto de Cristo, eis que não quer deixá-Lo partir: «Seguiu Jesus pelo caminho», está escrito. O cego não se contenta por ter recuperado a vista, mas quer usá-la bem, quer contemplar sempre o rosto do seu Salvador e estar sempre com Ele, não O abandonar nunca mais. Se também fosse assim connosco! Ver Jesus na visão interior do coração, na Eucaristia, e ir depois para onde quer que Ele vá, sem nunca mais O deixar!


Assinatura do Missal
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Liturgia de domingo: 27 de outubro de 2024

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