liturgia della domenica 3 novembre 2024

Editrice Shalom

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Autore: Editrice Shalom

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Liturgia do domingo: 3 de novembro de 2024

Antigo Testamento

Textos retirados do Missalinho “Sobre a Tua Palavra” novembro-dezembro de 2024

31.º domingo do Tempo Comum (B)
3.ª sem. salt.


PRIMEIRA LEITURA

Do livro do Deuteronómio (Dt 6,2-6)
Moisés falou ao povo, dizendo: «Teme o Senhor, teu Deus, observando todos os dias da tua vida, tu, o teu filho e o filho do teu filho, todas as suas leis e todos os seus mandamentos que te dou, e assim se prolonguem os teus dias. Escuta, ó Israel, e cuida de os pôr em prática, para que sejas feliz e vos torneis muito numerosos na terra onde corre leite e mel, como o Senhor, Deus dos teus pais, te disse. Escuta, Israel: o Senhor é o nosso Deus, o Senhor é único. Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. Estes preceitos que hoje te dou ficarão gravados no teu coração». – Palavra do Senhor. 

Comentário à primeira leitura

O amor a Deus é dado a Israel como mandamento. Mas pode o amor ser ordenado? O seu carácter não consiste precisamente na plena e recíproca liberdade? Posso dirigir-me a uma pessoa para lhe ordenar que me ame? Absolutamente não. Assim, Deus é livre no dom de si mesmo e nós somos livres de lhe responder ou não. Mas, como somos eternas crianças, volúveis e por vezes caprichosas, então o Senhor, como um bom pai, põe-nos no caminho. Diz-nos que a nossa felicidade, o sentido de tudo, o verdadeiro bem em cada coisa, consiste no amor por Ele, e por isso insiste com uma linguagem benevolente, mas firme. O próprio amor será posto à prova, no sentido de que, se obedecermos a este mandamento, compreenderemos por nós mesmos como é melhor viver na sua amizade e com a sua proteção, em vez de isolados e atirados de um lado para o outro pelo mundo que, se renega Deus, é vazio e sem sentido. Ele pede-nos o primeiro passo, o acto inicial de fé. Diz-nos: ama-me, acolhe a minha presença divina e verás. Põe o amor em movimento e o amor florescerá.


SEGUNDA LEITURA

Da Epístola aos Hebreus (Heb 7,23-28)
Irmãos, [na primeira aliança] houve muitos sacerdotes, porque a morte os impedia de permanecer por muito tempo. Cristo, porém, porque permanece para sempre, possui um sacerdócio que não passa. Por isso, pode salvar perfeitamente aqueles que, por meio dele, se aproximam de Deus: com efeito, Ele está sempre vivo para interceder por eles. Era precisamente este o sumo sacerdote de que precisávamos: santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores e elevado acima dos céus. Ele não precisa, como os sumos sacerdotes, de oferecer sacrifícios todos os dias, primeiro pelos próprios pecados e depois pelos do povo: fê-lo uma vez por todas, oferecendo-se a si mesmo. A Lei constitui sumos sacerdotes homens sujeitos à fraqueza; mas a palavra do juramento, posterior à Lei, constitui sacerdote o Filho, tornado perfeito para sempre. – Palavra do Senhor. 

Comentário à segunda leitura

Deus vive fora do tempo e do espaço, numa dimensão que por enquanto nos é desconhecida. Tudo lhe está presente, Ele não é limitado pelas estreitas malhas das dimensões espaço-temporais. Por este motivo, a Epístola aos Hebreus diz-nos que Jesus está sempre vivo e intercede sempre por nós; isto significa que, neste momento, Ele está a pensar em nós, a apresentar-nos ao Pai como fruto da sua paixão, e pede sempre por nós o dom do perdão dos pecados. Se também nós tentarmos aproximar-nos desta imagem de Cristo Sumo Sacerdote, poderemos mergulhar na actualidade do seu acto redentor. Escreve Kierkegaard: «Nós, homens, pensamos que o facto da queda de Adão é algo muito, muito ultrapassado e esquecido; agora somos boas pessoas. Mas, para Deus, o facto da queda de Adão aconteceu hoje». Viver esta contemporaneidade ajuda-nos a ver, nas coisas que fazemos, a presença de Jesus Sumo Sacerdote; ao reconhecer esta grandeza, a nossa alma enche-se de admiração e gratidão.


EVANGELHO DO DIA

Evangelho segundo São Marcos (Mc 12,28b-34)
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um dos escribas e perguntou-lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?». Jesus respondeu: «O primeiro é: “Escuta, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor; amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com toda a tua força”. O segundo é este: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Não há outro mandamento maior do que estes». O escriba disse-lhe: «Disseste bem, Mestre, e segundo a verdade, que Ele é único e não há outro além dele; amá-lo com todo o coração, com toda a inteligência e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios». Vendo que ele tinha respondido sabiamente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a interrogá-lo. – Palavra do Senhor.

Comentário ao Evangelho do dia

O escriba pergunta a Jesus qual é o primeiro dos mandamentos, e Ele responde-lhe com o mandamento do amor. Deus é amor e, portanto, existe um só amor com duas faces: por um lado, o amor dirigido a Deus e, por outro, o amor dirigido ao próximo. Quem ama sente a necessidade irresistível de querer o bem do outro e orienta toda a sua existência para essa vontade. Não há nada a fazer: fomos feitos para o amor e, se não amamos, condenamo-nos a nós mesmos à solidão. Permanece, porém, a prioridade: primeiro vem o amor de Deus, depois, como consequência, o amor ao próximo, porque a força que nos torna capazes de amar vem precisamente de Deus. É interessante notar a última expressão de Jesus: Ele não diz ao escriba que chegou a possuir o reino de Deus, mas que não está longe. Estar perto da meta não significa tê-la alcançado. Portanto, não basta saber, é preciso pôr em prática. Como quem diz: «Tiveste a resposta, conheces o caminho, agora caminha. Cabe-te a ti, tens a direcção certa, mas ainda tens de percorrer o último trecho». Assim é também connosco hoje: temos tudo, mas a realização final ainda está por alcançar. Coragem e sempre em frente.


Assinatura do Missalinho
Assinatura do Missalinho
Liturgia do domingo: 3 de novembro de 2024

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