liturgia della domenica 5 novembre 2023

Editrice Shalom

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Autore: Editrice Shalom

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Liturgia do domingo: 5 de novembro de 2023

Jesus Cristo

Textos retirados do Missal “Sobre a Tua Palavra” novembro-dezembro de 2023

31.º domingo do Tempo Comum (A)
3.ª sem. salt.


PRIMEIRA LEITURA

Do livro do profeta Malaquias (Ml 1,14b – 2,2b.8-10)
Eu sou um rei grande - diz o Senhor dos Exércitos - e o meu nome é terrível entre as nações. E agora, sacerdotes, é este o aviso que vos dirijo. Se não Me ouvirdes e não tiverdes cuidado de dar glória ao meu nome, diz o Senhor dos Exércitos, mandarei sobre vós a maldição. Vós, porém, desviastes-vos do caminho reto e fostes motivo de escândalo para muitos com o vosso ensino; destruístes a aliança de Levi, diz o Senhor dos Exércitos. Por isso também Eu vos tornei desprezíveis e abjetos diante de todo o povo, porque não seguistes os meus caminhos e fostes parciais no vosso ensino. Não temos todos nós um só pai? Não nos criou um só Deus? Por que havemos então de agir perfidamente uns para com os outros, profanando a aliança dos nossos pais? - Palavra do Senhor.

Comentário à primeira leitura

Quando um sacerdote age mal, a repercussão negativa recai necessariamente sobre o povo de Deus, que naturalmente confia no seu sacerdote. O santo Cura d’Ars tinha muito vivo este sentido de responsabilidade e prestava muita atenção para não causar escândalo à sua gente, mesmo nas coisas mais pequenas. Pelo contrário, quando um sacerdote é santo, também o povo é santificado, elevado, porque vê no seu pastor um exemplo daquilo que ele (o povo) deve fazer, uma vez que aquele que guia é o primeiro a obedecer a Deus. As pessoas sabem compadecer-se do seu pastor, sabendo que ele também é um homem, mas o que não suportam é a incoerência. Que os padres tenham então o cuidado de ser padres. Não se lhes pede outra coisa. Dito em termos simples, este é também o apelo de Deus, através da voz do profeta Malaquias, aos sacerdotes do seu tempo. O escritor católico Domenico Giuliotti afirmava: «Qualidades indispensáveis para os apóstolos, para serem seguidos pelas multidões: pobreza, firmeza, simplicidade, sacrifício». Todos precisamos deste tipo de sacerdotes, que devemos pedir com a nossa oração.


SEGUNDA LEITURA

Da primeira carta de São Paulo apóstolo aos Tessalonicenses (1Ts 2,7b-9.13)
Irmãos, fomos afáveis no meio de vós, como uma mãe que cuida dos seus filhos. Assim, afeiçoados a vós, teríamos desejado transmitir-vos não só o Evangelho de Deus, mas a nossa própria vida, porque vos tornastes queridos para nós. Na verdade, irmãos, recordais o nosso trabalho árduo e a nossa fadiga: trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, anunciámos-vos o Evangelho de Deus. É por isso que também nós damos continuamente graças a Deus, porque, ao receberdes a palavra de Deus que vos fizemos ouvir, a acolhestes não como palavra de homens, mas, como ela é na verdade, como palavra de Deus, que atua em vós, os crentes. - Palavra do Senhor. 

Comentário à segunda leitura

Todo o segredo do sucesso está nisto: acolher a palavra de Deus não como palavra de homens, mas como palavra de Deus. Ela tem uma eficácia que não esperaríamos… Pode acontecer que, na pregação ou no comentário do Evangelho, nós, sacerdotes, nos queixemos disto ou daquilo, denunciemos situações que não estão bem e assim por diante. Muitas vezes, tais palavras permanecem estéreis e não abalam ninguém. Paulo anuncia o Evangelho com a simples verdade que ele contém: conta o que Pedro e os outros apóstolos fizeram, repete a parábola do bom Samaritano, diz que Jesus sofreu pelos nossos pecados, que ressuscitou dos mortos e que, portanto, estando agora vivo, dá sentido a todos os nossos sofrimentos e aos nossos atos. Coisas muito simples, repetidas e repetidas. E foram estas palavras que edificaram, construíram e criaram o cristianismo no mundo, que até então era pagão. Não precisamos de inventar muitas histórias nem de acrescentar muitas coisas. Preguemos o Evangelho tal como é, “sine glossa”, dizia São Francisco de Assis, isto é, “à letra”, sem muitos rodeios inúteis.


EVANGELHO DO DIA

Evangelho segundo São Mateus (Mt 23,1-12)
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à multidão e aos seus discípulos, dizendo: «Na cátedra de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Fazei e observai tudo o que vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e difíceis de levar e põem-nos aos ombros das pessoas, mas eles nem com um dedo os querem mover. Todas as suas obras as fazem para serem admirados pelas pessoas: alargam os seus filactérios e alongam as franjas; gostam dos lugares de honra nos banquetes, dos primeiros lugares nas sinagogas, das saudações nas praças e de serem chamados “rabi” pelas pessoas. Vós, porém, não vos deixeis tratar por “rabi”, porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. Na terra, não chameis “pai” a ninguém, porque um só é o vosso Pai, o Pai celeste. Nem vos deixeis tratar por “mestres”, porque um só é o vosso Mestre, o Cristo. Aquele que for maior entre vós será vosso servo; quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado». - Palavra do Senhor.

Comentário ao Evangelho do dia

A Igreja é constituída do alto, não é uma invenção das democracias modernas. Não: recebemo-la tal como Deus no-la mostrou. A cabeça deste corpo místico é uma só, Deus, precisamente Jesus, que é o Juiz e a palavra viva sobre tudo. Não há, portanto, muitos guias e muitos pais, mas um só Pai e um só mestre, o Cristo. Se chamamos “pai” ao sacerdote ou ao frade franciscano, não cometemos um erro: simplesmente reconhecemos nessa pessoa aquele que nos representa o único Deus e o único mestre. Mas ele representa-O apenas, torna-O presente, não se substitui certamente a Ele. Deste modo, todos se sentem filhos e alunos, mesmo os sábios e os grandes mestres na Igreja. Que bela família é então a Igreja! Todos, sem distinção, reconhecem-se filhos de um só Pai e ouvintes de um só Mestre. Isto faz de nós irmãos, sem que ninguém pretenda impor leis aos outros. Se vivermos esta profunda unidade, faremos circular no Corpo a seiva vital do Espírito Santo e estaremos realmente unidos entre nós. No fundo, a Igreja já é uma antecipação do Paraíso, verdadeiro reino do amor divino, onde cada um prefere o bem do outro ao seu próprio.


Assinatura do Missal
Assinatura do Missal

Liturgia do domingo: 5 de novembro de 2023

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