liturgia della domenica 7 battesimo

Editrice Shalom

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Autore: Editrice Shalom

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Liturgia do domingo – 10 de janeiro de 2021

Batismo de Jesus

Batismo do Senhor (f) (B)
Liturgia das horas própria

Há poucos dias celebrámos a Epifania de Jesus e hoje o seu batismo, que acontece quando Cristo já é adulto e inicia a sua atividade pública. Porque é que a festa do batismo do Senhor é colocada depois da Epifania? No rio Jordão temos uma nova manifestação da divindade de Cristo, Filho amado do Pai, que conclui um percurso iniciado na noite de Natal (Jesus que se revela aos pastores), reafirmado na Epifania (a «manifestação», em grego «Epifania», aos Magos) e completado no momento do batismo recebido de João. No momento em que Jesus se rebaixa para receber o batismo de João, o Pai revela-o ao mundo inteiro como seu Filho amado. Também no momento do nosso Batismo o Senhor nos disse: «Tu és meu filho». Voltemos a ouvir esta voz e sentiremos todo o amor do Pai por cada um de nós.

Textos retirados do Missalinho “Sobre a Tua Palavra” janeiro-fevereiro de 2021.


PRIMEIRA LEITURA

Do livro do profeta Isaías (Is 55,1-11)
Assim fala o Senhor: «Vós todos que tendes sede, vinde à água; vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; vinde, comprai sem dinheiro, sem pagar, vinho e leite. Porque gastais dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso trabalho naquilo que não sacia? Escutai-me com atenção e comereis do que é bom e saboreareis alimentos suculentos. Prestai ouvidos e vinde a mim; escutai e vivereis. Firmarei convosco uma aliança eterna, a promessa feita a David. Eu fiz dele uma testemunha diante dos povos, um chefe e um soberano das nações. Eis que chamarás povos que não conhecias; acorrerão a ti nações que não te conheciam, por causa do Senhor, teu Deus, do Santo de Israel, que te glorifica. Procurai o Senhor enquanto Se pode encontrar; invocai-O enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho e o homem perverso os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele, e ao nosso Deus, que é generoso em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos são os meus caminhos. Oráculo do Senhor. Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos caminhos e os meus pensamentos acima dos vossos pensamentos. Assim como a chuva e a neve descem do céu e não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito germinar, para dar semente ao semeador e pão para comer, assim será a palavra que sai da minha boca: não voltará para Mim sem produzir efeito, sem realizar o que desejo e sem cumprir a missão para que a enviei». – Palavra do Senhor.

Comentário à primeira leitura

«Porque gastais dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso trabalho naquilo que não sacia?». O batismo de Jesus, fundamento de todo o nosso Batismo e da nossa pertença visível à Igreja, coloca-nos diante de uma verdade desconcertante: estamos a desperdiçar tempo, energias e dinheiro. É importante darmo-nos conta disso, antes de mais, pessoalmente, e depois é necessário tomar medidas. Estas, porém, não resultam da nossa boa intenção, mas da iniciativa de Deus: somos frágeis e pecadores, mas para nós está aberto o caminho da misericórdia. Certamente, o dinheiro desperdiçado e atirado para dependências opressivas constitui um problema: pensemos em famílias inteiras destruídas pela droga, pelo vício do jogo ou por mil outras formas de escravidão material. A tristeza mais profunda, porém, está no facto de não conseguirmos compreender que a nossa verdadeira riqueza somos nós: nós somos os verdadeiros talentos, as autênticas moedas de ouro que o Senhor quer que “gastemos” da melhor maneira. Mesmo que estivéssemos cobertos de estrume, continuaríamos a ser preciosíssimos aos seus olhos; então deixemo-nos “limpar” por Deus e comecemos a fazer da nossa vida a maravilha pensada pelo Pai.


SEGUNDA LEITURA

Da primeira carta de São João apóstolo (1Jo 5,1-9)
Caríssimos, todo aquele que acredita que Jesus é o Cristo nasceu de Deus; e todo aquele que ama Aquele que gerou ama também aquele que d’Ele nasceu. Nisto reconhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e cumprimos os seus mandamentos. Na verdade, é este o amor de Deus: cumprirmos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados. Todo aquele que nasceu de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. E quem é que vence o mundo senão aquele que acredita que Jesus é o Filho de Deus? Ele é Aquele que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo; não somente pela água, mas pela água e pelo sangue. É o Espírito que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. São três os que dão testemunho: o Espírito, a água e o sangue; e os três estão de acordo. Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é superior; e este é o testemunho de Deus: o testemunho que Ele deu acerca do seu Filho. – Palavra do Senhor.

Comentário à segunda leitura

«E quem é que vence o mundo senão aquele que acredita que Jesus é o Filho de Deus?». O “mundo” representa a maldade que se opõe à luz, ao reino de Deus. Deixar-se batizar, oferecer o Batismo também aos filhos pequenos significa precisamente mergulhar numa dinâmica de luz, de graça e de beleza espiritual. Alguns ainda perguntam: mas não é pouco respeitador da liberdade deles batizar os filhos que depois serão chamados a fazer as suas escolhas? Para responder a esta pergunta, partamos da linguagem material. Para alimentar os filhos pequenos, damos-lhes o melhor ou deixamo-los livres de fazer escolhas que não sabem gerir? Convém criá-los numa casa bonita e digna, ou numa favela espiritual? O problema diz respeito, então, também a nós e interpela-nos: onde colocamos os nossos alicerces? Naquilo que passa, que é vão, que sabemos muito bem ser sujo e decadente… ou em Jesus Cristo? Ele é o «caminho, verdade e vida»; por isso, ancoremo-nos no verdadeiro porto espiritual, não percamos o rumo da navegação: a estrela polar está diante de nós.


EVANGELHO DO DIA

Do Evangelho segundo São Marcos (Mc 1,7-11)
Naquele tempo, João começou a proclamar: «Vai chegar depois de mim quem é mais forte do que eu, diante do qual não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias. Eu batizei-vos na água, mas Ele batizar-vos-á no Espírito Santo». Sucedeu que, naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no Jordão. Logo que saiu da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito, como uma pomba, descer sobre Ele. E dos céus ouviu-se uma voz: «Tu és o meu Filho amado, em Ti pus toda a minha complacência». – Palavra do Senhor.

Comentário ao Evangelho do dia

Esta passagem do Evangelho coloca-nos, de forma concreta, diante da própria Trindade em ação. Jesus, anunciado, encontrado e proclamado Filho predileto; o Espírito que desce sobre Ele; e a voz do Pai que se dirige ao Filho. Talvez também nos tenha sido inculcado, mais pelas atitudes do que pelas palavras, um Deus distante, que habita feliz nos céus, enquanto nós nos afadigamos no meio das misérias deste mundo. O batismo de Jesus, anúncio e promessa de todo o Batismo, diz-nos, pelo contrário, que estamos realmente inseridos na vida divina; não pelos nossos méritos, mas enquanto «filhos no Filho Jesus». Também nós participamos da sua filiação, do seu ser predileto do Pai. E esta é a nossa verdadeira riqueza: sermos filhos prediletos do Pai. Vivemos, porém, como pobres quando nos deixamos abater pelos medos, pelas feridas da alma, pelas desordens interiores e exteriores que não nos permitem sentir-nos verdadeiramente amados. Quantas vezes nos envergonhamos de nós próprios por aquilo que somos, mas isso é inútil se permanecer um estéril sentimento de culpa. No momento em que nos abrimos com confiança à misericórdia, também nós renascemos no Espírito e redescobrimo-nos revestidos da dignidade própria dos filhos de um Rei.


Assinatura do Missalinho
Assinatura do Missalinho

Liturgia do domingo – 10 de janeiro de 2021

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