liturgia della domenica 8 ottobre 2023

Editrice Shalom

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Autore: Editrice Shalom

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Liturgia de domingo: 8 de outubro de 2023

Sagrado Coração de Jesus

Textos retirados do Missalinho “Sobre a Tua Palavra” setembro-outubro de 2023

27.º domingo do Tempo Comum (A)
3.ª sem. salt.


PRIMEIRA LEITURA

Do livro do profeta Isaías (Is 5,1-7)
Vou cantar ao meu amado o meu cântico de amor pela sua vinha. O meu amado possuía uma vinha numa encosta fértil. Lavrou-a, limpou-a de pedras e plantou nela videiras escolhidas; edificou no meio dela uma torre e escavou também um lagar. Esperou que desse uvas, mas ela produziu uvas bravas. E agora, habitantes de Jerusalém e homens de Judá, sede vós juízes entre mim e a minha vinha. Que mais poderia fazer pela minha vinha que não tivesse feito? Porque, quando esperava que desse uvas, ela produziu uvas bravas? Agora vou dar-vos a conhecer o que farei à minha vinha: vou tirar-lhe a sebe e será devastada; derrubarei o seu muro de proteção e será pisada. Farei dela um deserto: não será podada nem cavada e nela crescerão espinheiros e abrolhos; darei ordem às nuvens para que não derramem chuva sobre ela. Pois bem, a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel e os homens de Judá são a sua plantação predileta. Ele esperava retidão e só encontrou derramamento de sangue; esperava justiça e só ouviu gritos de opressão. – Palavra do Senhor.

Comentário à primeira leitura

Este belíssimo cântico poético exprime claramente toda a história da relação entre Deus e o povo de Israel. O povo é comparado a uma vinha de que o próprio dono, Deus, cuida, construindo tudo o que é necessário para a sua proteção e produtividade. Deus, por meio do profeta Isaías, manifesta a dor daquele que prodigalizou cuidado e amor ao povo eleito, recebendo em troca ingratidão e infidelidade. O povo eleito perde-se numa série de situações que, em vez de o fazerem crescer no amor e na fidelidade a Deus, o afastam cada vez mais. A história simbólica da vinha é, no fundo, a história de cada um de nós: quanto amor e solicitude tem Deus por nós? Muitas vezes, também a nossa resposta é a mesma do povo de Israel. Contudo, a leitura deste trecho consola-nos porque, apesar das ameaças, Deus mostra-se benevolente e pronto a perdoar-nos, se voltarmos para Ele com o coração contrito e humilhado. Por isso, nunca devemos esquecer que o amor de Deus supera todas as nossas infidelidades e que podemos sempre recomeçar com Ele uma nova história de amor e fidelidade.


SEGUNDA LEITURA

Da Carta de São Paulo Apóstolo aos Filipenses (Fil 4,6-9)
Irmãos, não vos inquieteis com coisa alguma, mas, em todas as circunstâncias, apresentai a Deus os vossos pedidos, por meio de orações, súplicas e ações de graças. E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude e merece louvor, seja isto o que deveis ter no pensamento. Ponde em prática o que aprendestes, recebestes, ouvistes e vistes em mim. E o Deus da paz estará convosco! – Palavra do Senhor.

Comentário à segunda leitura

O apóstolo Paulo nunca deixa, nas suas cartas, de exortar os crentes à confiança. A vida apresenta sempre dificuldades, provações e dores, mas em tudo isso não há lugar para a angústia daquele que fez a experiência da ressurreição do Senhor. Temos um Deus que não fica indiferente às nossas necessidades; só precisamos de ter a coragem e a humildade de as apresentar a Ele. Quando nos falta alguma coisa, porque não a pedimos a Deus? Se temos falta de alegria, paz, paciência e força, porque não lhas pedimos? A observação pode parecer óbvia e evidente, mas certamente muitos de nós acabam por não o fazer. Por isso, São Paulo exorta cada um de nós a apresentar a Deus tudo aquilo de que precisamos para viver na alegria e na paz. Por vezes precisaremos de meios materiais, outras vezes de dons espirituais, mas o essencial não muda: a quem podemos pedir tudo isso, senão Àquele que é o dador de todo o bem? Portanto, primeiro peçamos e depois lembremo-nos de agradecer. Em geral, estamos prontos a pedir, mas não tanto a agradecer assim que obtemos o que desejávamos.


EVANGELHO DO DIA

Do Evangelho segundo São Mateus (Mt 21,33-43)
Naquele tempo, Jesus disse aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Escutai outra parábola: Havia um homem, proprietário, que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e construiu uma torre. Depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou o tempo dos frutos, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber a sua parte. Os vinhateiros, porém, apoderaram-se dos servos: a um bateram, a outro mataram e a outro apedrejaram. Tornou a mandar outros servos, mais numerosos que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo. Por fim, mandou-lhes o próprio filho, pensando: “Hão de respeitar o meu filho”. Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: “Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e ficaremos com a sua herança”. E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?». Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». Jesus disse-lhes: «Nunca lestes nas Escrituras: “A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos”? Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos». – Palavra do Senhor.

Comentário ao Evangelho do dia

A parábola dos vinhateiros e do dono da vinha é um resumo da história da salvação que Jesus faz àqueles que tinham nas mãos o governo do povo e a promessa de Deus: os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos. Como estão fechados à palavra da salvação, Jesus tenta abalar a sua suposta segurança com uma narrativa parabólica. Esta história, que começa com um sonho de amor, evolui depois para uma história de fracassos, terminando, porém, na vitória do amor: a cruz de Jesus. Deus tira a salvação daquilo que foi rejeitado: salva-nos por meio do seu Filho rejeitado. O caminho da nossa redenção é uma estrada em que não faltam fracassos. Tanto que até o último, o da cruz, é um escândalo: mas é precisamente aí que o amor vence. Não esqueçamos este caminho, embora seja difícil. Se cada um de nós fizer um exame de consciência, verá quantas vezes expulsou os profetas, quantas vezes expulsou Jesus, querendo salvar-se sozinho, quantas vezes pensou estar certo! O amor de Deus pelo seu povo e por cada um de nós manifesta-se no sacrifício do seu Filho. É, portanto, importante fazer memória, na história da nossa vida, daquela semente de amor que Deus semeou em nós.


Assinatura do Missalinho
Assinatura do Missalinho
Liturgia de domingo: 8 de outubro de 2023

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