liturgia della giorno 19 marzo 2025

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 6 min
Autore: Editrice Shalom

Cosa troverai in questo articolo?

Liturgia do dia: 19 de março de 2025

Casamento de Maria e José

Textos retirados do Missalinho “Sobre a Tua Palavra”, março-abril de 2025

Vestido branco

São José, esposo da bem-aventurada Virgem Maria (s)
Própria

PRIMEIRA LEITURA

Do Segundo Livro de Samuel (2Sam 7,4-5a.12-14a.16)
Naqueles dias, foi dirigida a Natã esta palavra do Senhor: «Vai dizer ao meu servo David: Assim fala o Senhor: “Quando os teus dias chegarem ao fim e fores repousar com os teus pais, suscitarei depois de ti um descendente teu, saído das tuas entranhas, e consolidarei o seu reino. Ele construirá uma casa em meu nome e Eu consolidarei para sempre o trono do seu reino. Eu serei para ele um pai e ele será para Mim um filho. A tua casa e o teu reino permanecerão para sempre diante de Mim, e o teu trono será firme para sempre”». - Palavra do Senhor.

Comentário à primeira leitura

Antes de nos introduzirmos no texto de hoje, creio que merece a pena mencionar dois episódios anteriores. A eleição de David, escolhido entre os filhos de Jessé (cf. 1Sam 16,1), e o texto anterior ao nosso, em que Natã tinha inicialmente aprovado a intenção do rei David de construir uma «casa» para Deus na cidade de Jerusalém. No trecho de hoje, Deus diz a Natã que transmita a David as seguintes palavras: «Suscitarei depois de ti um descendente teu, saído das tuas entranhas… Ele construirá uma casa em meu nome». A promessa realiza-se em José: é o humilde carpinteiro que transmite à descendência de David o novo rei, que reinará para sempre. Nestas poucas linhas compreendemos que Deus é fiel às suas promessas e que os seus pensamentos não correspondem aos pensamentos dos homens; com efeito, escolhe «o que é fraco para o mundo, para confundir os fortes» (1Cor 1,27). Com o coração cheio de admiração perante a fidelidade de Deus, a experiência transforma-se em canto na oração do salmo: «Cantarei eternamente o amor do Senhor… porque disse: “É um amor edificado para sempre”». Fiz uma aliança… jurei a David… Estabelecerei para sempre a tua descendência».

SEGUNDA LEITURA

Da Carta de São Paulo Apóstolo aos Romanos (Rm 4,13.16-18.22)
Irmãos, não foi em virtude da Lei que foi feita a Abraão, ou à sua descendência, a promessa de se tornar herdeiro do mundo, mas em virtude da justiça que vem da fé. É pela fé, portanto, que alguém se torna herdeiro, para que seja segundo a graça e, deste modo, a promessa seja segura para toda a descendência: não só para a que provém da Lei, mas também para a que provém da fé de Abraão, que é pai de todos nós - como está escrito: «Constituí-te
«pai de muitos povos» - diante do Deus em quem acreditou, que dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que não existem. Ele acreditou, firme na esperança contra toda a esperança, e assim tornou-se pai de muitos povos, como lhe tinha sido dito: «Assim será a tua descendência». Foi por isso que lhe foi creditado como justiça. - Palavra do Senhor.

Comentário à segunda leitura

Paulo convida-nos a olhar para Abraão, pai na fé, e mostra que ele se tornou justo precisamente por meio da fé: «É pela fé que alguém se torna herdeiro… Abraão acreditou, firme na esperança contra toda a esperança, e assim se tornou pai de muitos povos». As muitas obras que uma pessoa realiza, explica Paulo, não a tornam apta para a relação com Deus, que exige, pelo contrário, uma fé sincera. É neste horizonte que deve ser compreendida a figura de José: ele é, antes de mais, herdeiro da promessa feita a Abraão: «“Olha para o céu e conta as estrelas, se fores capaz de as contar… Assim será a tua descendência”. Ele acreditou no Senhor, que lho creditou como justiça» (Gn 15,5-6). Esta promessa concretizou-se depois na dinastia de David e realizou-se em Jesus, Filho de Maria e de José. Em tudo isto sobressai a ação de Deus, diante de quem nada é impossível para aquele que tem fé, para aquele que acredita (cf. Mc 9,23).

EVANGELHO

Do Evangelho segundo São Mateus (Mt 1,16.18-21.24a)
Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Foi assim que nasceu Jesus Cristo: sua mãe Maria, estando prometida em casamento a José, antes de viverem juntos, encontrou-se grávida por obra do Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu repudiá-la em segredo. Enquanto assim pensava, eis que lhe apareceu em sonhos um anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo; ela dará à luz um filho e tu pôr-lhe-ás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados». Quando despertou do sono, José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor. – Palavra do Senhor.

Ou

Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 2,41-51a)
Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram até lá, segundo o costume da festa. Mas, passados os dias, enquanto regressavam, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais se apercebessem. Pensando que ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos; não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura. Três dias depois, encontraram-no no templo, sentado no meio dos mestres, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. E todos os que o ouviam ficavam admirados com a sua inteligência e as suas respostas. Ao vê-lo, ficaram perplexos, e sua mãe disse-lhe: «Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos». Ele respondeu-lhes: «Porque me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?». Mas eles não compreenderam o que lhes dissera. Desceu então com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso. – Palavra do Senhor.

Comentário ao Evangelho

O texto do Evangelho começa por citar o último versículo da genealogia de Jesus, que aqui recordo de forma essencial para apreender o desígnio global: «Abraão gerou Isaac... Jessé gerou o rei David... Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus». José revela-se assim o elo de ligação entre a promessa que Deus fez a Abraão e Jesus, descendente de David. Não sabemos muito sobre José e não temos nenhuma palavra sua no Evangelho. E, no entanto, há pormenores que nos permitem captar a profundidade do seu perfil. José «era um homem justo», isto é, leal e honesto. Não compreende o que está a acontecer, mas conhece bem Maria, sua esposa. Ao mesmo tempo, José é um homem livre, não prisioneiro dos seus pensamentos, mas sempre aberto ao sopro do Espírito: «Enquanto considerava estas coisas, eis que lhe apareceu em sonho um anjo do Senhor». Por fim, um homem obediente: «José fez como lhe tinha ordenado o anjo do Senhor». José, guardião da família de Nazaré e de toda a Igreja, ajude-nos a cultivar as virtudes da lealdade, da liberdade e da obediência, aprendendo a cumprir fielmente a tarefa que a providência nos confia.

Ou

O texto do Evangelho revela a autêntica e profunda vocação da família: educar na fé, acompanhar os filhos na descoberta de Deus: «Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa». Ao regressarem a casa, apercebem-se de que Jesus não está na caravana - o clã familiar - e só o encontram três dias depois, no templo. O espanto e a angústia caracterizam a procura e o reencontro: «Ficaram admirados... o teu pai e eu, angustiados, andávamos à tua procura». Um dado que assinala que, mesmo no momento dramático, José e Maria não perdem o espanto, demonstrando que não tomam nada como garantido, mas tudo se torna um sinal. Com efeito, o espanto desarma-nos, abre-nos aos outros e ajuda-nos a aproximarmo-nos da razão do outro. Em segundo lugar, a angústia: também os pais de Jesus conheceram a perplexidade e a angústia, tal como tantos pais as experimentam perante as “escolhas” dos filhos: hoje, os pais de Jesus recordam que os filhos têm o seu caminho, têm uma tarefa a cumprir: «Porque me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?». Não compreenderam, mas guardaram tudo no coração. Um coração orante e adorante.

Liturgia do dia: 19 de março de 2025

Cosa troverai in questo articolo?