maria goretti una rivoluzionaria messaggera di speranza

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 4 min
Autore: Editrice Shalom

Cosa troverai in questo articolo?

Maria Goretti. Uma mensageira revolucionária da esperança

Santa Maria Goretti

Maria Goretti, como se sabe, é a Santa da pureza e do perdão.

A sua parábola dolorosa e luminosa é conhecida: é uma menina que soube viver aquilo a que o Papa Francisco chama a santidade do quotidiano, a santidade da “porta ao lado”, e isso levou-a, no momento extremo da sua vida, a perdoar Alessandro Serenelli, que tinha tentado violentá-la e depois, ao ver-se rejeitado, a matou.

Aquilo que queremos perguntar-nos hoje, porém, é: que tem ainda Maria Goretti para dizer à nossa vida? Porque continuamos a senti-la viva e sentimos necessidade de nos dirigirmos a ela na oração?
A resposta a esta pergunta, às portas do Jubileu de 2025 – que nos verá a todos peregrinos de esperança –, é precisamente o facto de Maria Goretti, em cada instante da sua vida, até ao extremo, ter sido mensageira de esperança: soube ver horizontes de bem e rasgos de luz onde aparentemente havia apenas trevas.

«Deus não nos abandonará»

A vida de Marietta (como era carinhosamente chamada pela família) é, de facto, muito dura: tem apenas 10 anos quando o pai morre, mas, perante esse luto, Maria profere as primeiras palavras que conhecemos dela, e são palavras de esperança invencível: «Mamã, não te preocupes, Deus não nos abandonará».
E esta menina ensina-nos, com os seus atos, o estilo de quem vive com esperança, porque, com naturalidade, substitui a mãe nas tarefas domésticas e no cuidado dos irmãos, para que a sua mãe Assunta possa ir trabalhar nos campos. Assunta recorda: «Para as tarefas de casa havia a Marietta; depois, eu chegava no último momento para lhe dar uma ajuda. Corrigia os irmãos mais pequenos […] Nunca notei nela qualquer defeito. Se às vezes ralhei com ela, foi porque, preocupada com a propriedade, estava nervosa. Marietta recebia a repreensão com calma e continuava as suas tarefas, sem nunca ficar amuada comigo. Tinha um coração generoso para comigo e para com os irmãos». Um coração generoso, um coração luminoso, o seu…

O olhar sempre voltado para o céu

«Mamã, quando é que eu faço a Primeira Comunhão?». Este era o maior desejo de Marietta e, quando esse dia chega, antes da idade canónica, o seu coração está em grande festa!
«Ficou-me gravada na mente - dirá mais tarde uma testemunha presente na igreja - a atitude de Marietta: parecia um anjinho que permanecia de mãos juntas, inteiramente compenetrada da presença do Senhor». Faz-lhe eco a mãe Assunta: «Maria fez a sua Primeira Comunhão como uma santa». E, no fim daquele dia, tem um único desejo: «Quando voltamos?» e, voltando-se ternamente para a mãe: «Mãe, serei cada vez melhor».

Esperar para além de toda a esperança: «Quero-o comigo no Paraíso»

O epílogo da vida de Marietta é conhecido: Alessandro Serenelli, depois de tentar violentá-la, golpeia-a, ferindo-a mortalmente, mas ela responde à violência com amor: ao pároco, que lhe faz explicitamente a pergunta sobre o perdão ao seu assassino, responde: «Sim, por amor de Jesus, perdoo-lhe e quero que venha comigo para o Paraíso».


Se Alessandro escreveu, a 5 de julho de 1902, a página mais sombria da sua história, Maria, ao perdoá-lo, devolveu-lhe a esperança e a possibilidade de uma vida nova: Alessandro e Maria encontrar-se-ão, de facto, num sonho repleto de lírios, na cela da prisão de Noto, no final de 1906. É o próprio Alessandro quem o conta: «Vejo-me diante de um jardim; num canto, todas as flores são brancas e lírios. A certa altura, vejo Marietta descer; belíssima e vestida de branco. À medida que colhia os lírios, apresentava-mos e dizia “pega”, sorrindo-me como um anjo. Perante aquele sorriso, ganho coragem e aceito aqueles lírios até ficar com os braços cheios deles. Em breve, porém, apercebo-me de que aqueles lírios, entre os meus braços, se vão transformando em pequenas chamas. Marietta sorri-me novamente e desaparece. Acordo sobressaltado: “Agora também eu me salvo - digo para comigo -, porque tenho a certeza de que Marietta reza por mim. Veio visitar-me e dar-me o seu perdão”. A partir desse dia, já não sinto o horror que antes sentia pela minha vida».

E então, seguindo o seu exemplo, façamo-nos também nós peregrinos de esperança e, se estivermos a atravessar um momento de profunda escuridão ou de dificuldade; se tivermos dentro de nós uma raiva que não se dissolve e não conseguirmos perdoar, recorramos a ela com confiança, para que nos ofereça o seu coração corajoso, capaz de erguer o olhar, capaz de ver para além e de traçar horizontes de esperança!


Maria Goretti. Uma mensageira revolucionária da esperança

Cosa troverai in questo articolo?