Camminiamo insieme
Medjugorje: cinco pedras e… uma fisga
Tempo di lettura: 6 min
Autore: Editrice Shalom
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Quantas vezes na vida nos sentimos pequenos perante desafios que pareciam intransponíveis? Talvez um problema no trabalho, uma preocupação familiar ou, simplesmente, aquela sensação de não conseguirmos, de sermos pequenos, pecadores, frágeis como vasos de barro.
A vida de fé é uma luta contínua e, muitas vezes, sentimo-nos como David perante Golias, um gigante que nos assusta e parece invencível.
Mas há uma boa notícia, uma mensagem de esperança que nos chega da Rainha da Paz diretamente de Medjugorje! A história de David e Golias é uma lição poderosíssima que ainda hoje ressoa. O jovem, com cinco pedras e... uma funda, conseguiu derrotar o temível gigante. E é precisamente desta imagem que nascem as “cinco pedras” de Medjugorje, que a Rainha da Paz quis oferecer-nos através das suas mensagens.
Pensem nisto: tal como as pedras de David derrubaram Golias, estas cinco pedras espirituais são suficientes para derrotar o inimigo, Satanás!
Porquê “cinco” pedras
A Escritura ensina-nos que o número cinco indica a pequenez do contributo humano que, abençoado por Deus, pode realizar o impossível. Lembram-se de outro exemplo? A multiplicação dos cinco pães feita por Jesus. Um contributo humano ínfimo, absolutamente insuficiente para alimentar mais de cinco mil pessoas, mas que, colocado nas mãos do Senhor e por Ele abençoado, permitiu realizar o impossível.
Por isso, nunca desanimemos! Não importa quão imponente seja o gigante que estamos a enfrentar ou teremos de enfrentar. Se colocarmos as nossas “poucas pedras” na funda, o Senhor ajudar-nos-á a vencer.
Mas quais são, concretamente, estes instrumentos poderosos para a nossa batalha espiritual? São cinco, tal como os dedos de uma mão! Assim, sempre que olharmos para a nossa mão, lembrar-nos-emos destas armas.
1. O polegar: a oração
A oração é o pilar fundamental, muitas vezes a grande ausente nas nossas vidas, e, no entanto, é dela que tudo deve partir. Já desde o quinto dia das aparições, e quase diariamente, a Virgem recomenda a oração: «Convido-vos novamente à oração do coração. Queridos filhos, se rezardes com o coração, o gelo derreter-se-á nos vossos irmãos e desaparecerá toda a barreira. A conversão será fácil para todos os que quiserem acolhê-la» (23.01.1986). «Convido-vos a rezar. Meus filhos, através da oração recebeis alegria e paz. Através da oração sois mais ricos em graça divina. Por isso, meus filhos, que a oração seja vida para cada um de vós. Convido-vos, de modo particular, a rezar por todos aqueles que estão afastados de Deus, para que se convertam. Então os nossos corações serão mais ricos, porque Deus reinará no coração de todos os homens. Por isso, meus filhos, rezai, rezai, rezai! Que a oração reine em todo o mundo» (25.08.1989).
Maria dá-nos também algumas indicações práticas para o caminho ou o treino da oração e, em particular, recomenda: «Rezai todos os dias o Angelus, o Credo, cinco Pai-Nossos, Avé-Marias e Glórias em honra da paixão de Jesus, um sexto pelo nosso Santo Padre, o Papa, e um sétimo pela efusão do Espírito Santo sobre vós. Depois, a oração de invocação do Espírito Santo» (27.01.1984); «Todas as manhãs, em família, renovai as orações de consagração aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria» (27.01.1984).
Nossa Senhora, com a sua pedagogia materna, ensina-nos que rezar significa deixar Deus entrar na vida como uma pessoa amada, como uma luz que ilumina, como um amor que faz viver e crescer!
2. O indicador: a Eucaristia
A Virgem definiu a Missa como «a forma mais elevada de oração» (13 de janeiro de 1984); por isso, sublinha: «Não vos esqueçais de que na Eucaristia, que é o coração da fé, o meu Filho está sempre convosco. Ele vem até vós e convosco parte o pão porque, meus filhos, morreu por vós, ressuscitou e vem novamente» (2 de maio de 2016).
Na santa Missa encontramos o Deus-connosco, o Deus-no-meio-de-nós, nosso companheiro de viagem rumo à vida eterna, nosso consolador e apoio nas dificuldades do caminho, nossa «via» para o Pai na realidade concreta da vida quotidiana.
«Convido-vos a viver a santa Missa. Muitos de vós experimentaram a sua beleza, mas há também quem não venha de boa vontade. Eu escolhi-vos, queridos filhos, e Jesus, na santa Missa, dá-vos as suas graças. Por isso, vivei conscientemente a santa Missa e que a vossa vinda seja cheia de alegria. Vinde com amor e acolhei em vós a santa Missa» (3.04.1986). «Que a santa Missa seja vida para vós» (25.04.1988).
3. O dedo médio: a Bíblia
A Rainha da Paz convida e recomenda explicitamente a leitura e a meditação diária da Sagrada Escritura, porque é o próprio Deus que nos fala aqui e agora. Na leitura e na meditação da Sagrada Escritura, colocamo-nos à escuta daquilo que Deus tem para nos dizer, compreendemos a sua vontade para nós e para a nossa vida.
Na sua mensagem de 19 de abril de 1984, revela: «Queridos filhos, revelo-vos um segredo espiritual: se quereis ser mais fortes contra o mal, criai uma consciência ativa. Para isso, rezai muito de manhã e lede um texto do Evangelho. Gravai a Palavra divina no vosso coração e vivei-a durante o dia, sobretudo nas provações, e à noite sereis mais fortes».
4. O anelar: o jejum
Já a partir do sexto dia das aparições, a Virgem recomenda a prática do jejum. Este desempenha a função fundamental de nos fazer saber qual é a nossa fome, de que vivemos, de que nos alimentamos e de ordenar os nossos apetites em torno daquilo que é verdadeiramente central.
Como jejuar? Maria responde: «O melhor jejum é a pão e água. Todos, exceto os doentes, devem jejuar. A esmola e as obras de caridade não podem substituir o jejum» (21.07.1982).
Através do jejum, a nossa vontade fortalece-se e torna-se capaz de resistir às seduções do maligno. O objetivo último do jejum é a capacidade de renunciar ao pecado para fazer crescer Jesus em nós. O jejum está ligado à fé. Jejuar não significa ter fome; jejuar significa abrir-se ao Senhor.
5. O dedo mínimo: a Confissão
Romper radicalmente com o pecado é a condição necessária para nos reconciliarmos com Deus: «Confessai-vos frequentemente! Não deixeis que permaneça durante muito tempo na vossa alma nem sequer um pequeno pecado. Confessai-vos e reparai os vossos pecados» (02.08.1981); «Hoje quero convidar todos à Confissão, mesmo que vos tenhais confessado apenas há alguns dias. Desejo que vivais a festa no vosso coração» (24.03.1985). O sacramento da reconciliação deve tornar-se para nós um encontro festivo, que cura o coração.
A funda
E, por fim, não nos esqueçamos da funda. Temos as pedras, mas e a funda para as lançar contra o adversário?
A funda que devemos tomar nas mãos é o santo rosário: «Rezai! Que a coroa do Rosário esteja sempre nas vossas mãos, como sinal para Satanás de que me pertenceis» (25.02.1988); «Meus filhos, a oração opera milagres. Quando estiverdes cansados e doentes e não souberdes qual é o sentido da vossa vida, pegai no rosário e rezai; rezai até que a oração se torne um encontro alegre com o vosso Salvador» (25.04.2001).
Não pela força, nem pelo poder humano, mas com a ajuda divina obtida por meio desta oração, forte como a funda, podemos enfrentar o inimigo infernal, repetindo contra ele as palavras de David: «Tu vens contra mim com a espada, com a lança e com a haste. Eu vou contra ti em nome do Senhor» (1Sam17,45).
As cinco pedras e a funda que Deus nos oferece através da Rainha da Paz são armas espirituais poderosíssimas que podem provocar mudanças incríveis: na nossa vida pessoal, na nossa família, na comunidade.
Acolhamo-las de coração aberto, e a nossa vida poderá ser transformada!
