Sexta reflexão da quinta semana da Quaresma
Na quinta semana da Quaresma, deixamo-nos interpelar pelas palavras da beata Anna Katharina Emmerick, inspiradas nas visões da dolorosa paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; visões nas quais se baseia o filme The Passion e que… não podem deixar-nos indiferentes.
Jesus ressuscita dos mortos
Vi Jesus, resplandecente de luz, elevar-se através da rocha. A terra tremeu e um anjo luminoso, semelhante a um guerreiro, desceu do céu como um relâmpago, rolou a pedra do sepulcro para a direita e sentou-se sobre ela.
Nesse momento, as lanternas agitaram-se violentamente devido ao abalo e a chama soltou faíscas em todas as direções. Os guardas caíram ao chão, desmaiados de medo.
Cássio [um legionário] também desmaiou, mas recuperou pouco depois e viu a caverna cheia de esplendor. Aproximou-se corajosamente do leito tumular, entreabriu a porta e apareceu-lhe o sudário sem o santo corpo; tocou-lhe e logo depois retirou-se, com a intenção de informar Pilatos do sucedido. Antes, porém, demorou-se nas imediações, na esperança de compreender melhor o que realmente tinha acontecido. Tinha sentido o terramoto, tinha visto a pedra saltar para um lado e depois o anjo sentado sobre ela, mas não tinha visto o corpo de Jesus.
Algum tempo depois, estes acontecimentos foram narrados aos apóstolos por Cássio e pelos três guardas encarregados da custódia do santo sepulcro.
No momento em que o anjo desceu ao sepulcro e a terra tremeu, o Ressuscitado, aureolado de glória, apareceu à santa Mãe no monte Calvário.
A sua veste branca, feita de extraordinária luz e beleza, flutuava ao vento e resplandecia aos raios do sol.
Jesus falou à Virgem de um próximo encontro e mostrou-lhe as suas largas chagas, nas quais caberia um dedo.
Elas resplandeciam com uma luz ofuscante, cujos raios iam do centro das mãos até às pontas dos dedos; os lábios dessas feridas conservavam as linhas de três triângulos equiláteros que se encontravam no ponto médio de um círculo.
Vi as almas dos patriarcas inclinarem-se humildemente diante da Mãe de Jesus.
Como ela se ajoelhou no chão para lhe beijar os pés, o Ressuscitado tomou-a pela mão, levantou-a e desapareceu.
Vi ao longe a ténue luz das lanternas junto do sepulcro e o horizonte a clarear sobre Jerusalém. Nascia a aurora da ressurreição.
Acredito na ressurreição? Acredito que a morte, o mal e a dor não são a última palavra sobre a vida?
Espero por si na segunda-feira de manhã para continuarmos a refletir juntos!

