volando di fiore in fiore

Editrice Shalom

Tempo di lettura: 3 min
Autore: Editrice Shalom

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A voar de flor em flor…

Dia Mundial das Abelhas

Os dias estão a ficar cada vez mais longos, o sol está mais quente e é maravilhoso ver os jardins e as varandas cheios de flores. Com as suas cores vibrantes, não são apenas lindíssimas de ver, mas também preciosíssimas para um pequeno animal que, seguindo o ritmo das estações, retoma na primavera a sua laboriosa atividade. Já perceberam de quem estamos a falar? Das abelhas, naturalmente! E sabem que têm até um dia dedicado? Foi instituído em 2017 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a pedido da Eslovénia, e celebra-se todos os anos a 20 de maio, dia do nascimento de Anton Janša, um pioneiro das técnicas modernas de apicultura. 
Mas porque são as abelhas tão importantes?

O trabalho das abelhas

Quando, através do odor que se espalha no ar, as abelhas percebem que as flores estão a produzir néctar e pólen, saem e iniciam a laboriosa recolha destes preciosos nutrientes essenciais à vida da colmeia, sobretudo durante o período de repouso invernal.

O néctar dá energia às abelhas graças às vitaminas, aos açúcares e a nutrientes adicionais, sendo a base para a produção de mel. O pólen, por sua vez, serve principalmente para alimentar as larvas e as abelhas operárias responsáveis pela produção de geleia real.
Mas, sobretudo, as abelhas tornam-se as protagonistas do importantíssimo processo da polinização: ao procurarem néctar, quando pousam nas flores, ficam com as patinhas impregnadas de pólen e, voando de flor em flor, transportam-no, mesmo a quilómetros e quilómetros da flor de origem, permitindo assim a reprodução das plantas. O pólen, o néctar e a atividade das abelhas são, por isso, fundamentais para manter a biodiversidade de inúmeros ecossistemas.
Nos últimos tempos, porém, o uso cada vez mais intensivo de inseticidas, pesticidas e herbicidas está a alterar o delicado equilíbrio do ecossistema terrestre. As alterações climáticas, a redução dos habitats naturais das abelhas, novas doenças e outras ameaças fazem o resto.

Um mundo sem abelhas

Sem as abelhas, inúmeras plantas não poderiam reproduzir-se e proliferar. Fala-se de quase 70% das culturas alimentares e de cerca de 90% das plantas selvagens!
As abelhas não são os únicos insetos polinizadores, mas são os mais eficientes e o seu desaparecimento causaria uma redução da diversidade alimentar e, consequentemente, também das atividades agrícolas, com repercussões económicas irreparáveis. O valor monetário do «trabalho de polinização» realizado pelos insetos está estimado em cerca de 15 mil milhões de euros por ano apenas na Europa.
As abelhas e os outros insetos polinizadores são cada vez menos numerosos e, com o seu desaparecimento progressivo, também a vida do ser humano fica em risco. Os estudiosos afirmam que, se as abelhas se extinguissem, a nossa espécie deixaria de existir no espaço de 5 anos. 

Alimentos que poderíamos perder se as abelhas…

Entre as variedades que mais dependem do trabalho das abelhas encontram-se alguns dos tipos de fruta e legumes mais consumidos: morangos, maçãs, peras, citrinos, pêssegos, cerejas, ameixas, kiwis, melões, melancias, tomates, curgetes, abóbora, café, cacau, e por aí fora.


Já pensaram em quantos produtos as abelhas nos fornecem? Por isso, é necessária uma maior proteção destes preciosos insetos e, precisamente para esse fim, celebra-se em todo o mundo o Dia das Abelhas.

O Porquê do Dia Mundial das Abelhas

O Dia das Abelhas tem, por isso, o objetivo de sensibilizar todos para a importância da sua proteção e de recordar que dependemos das abelhas que, juntamente com outros polinizadores (borboletas, mosquitos, morcegos e beija-flores), permitem que muitíssimas plantas, incluindo numerosas culturas alimentares, se reproduzam.
Por este motivo, torna-se cada vez mais importante proteger as abelhas, preservando os ecossistemas e a biodiversidade. 
O Papa Francisco, na Carta Encíclica sobre o cuidado da casa comum Laudato si’, escreve: «Quando se analisa o impacto ambiental de alguma iniciativa económica, é habitual considerar os efeitos no solo, na água e no ar, mas nem sempre se inclui um estudo atento do impacto na biodiversidade, como se a perda de algumas espécies ou de grupos animais ou vegetais fosse algo pouco relevante. As estradas, as novas culturas, as vedações, as albufeiras e outras construções vão ocupando os habitats e, por vezes, fragmentam-nos de tal modo que as populações animais já não podem migrar nem deslocar-se livremente, fazendo com que algumas espécies fiquem em risco de extinção».



A voar de flor em flor…

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